O investigador de blockchain ZachXBT vinculou um agente de ameaça a mais de US$ 90 milhões em supostos roubos de criptomoedas de endereços de apreensão do governo dos EUA, alegações que levantam dúvidas sobre os procedimentos de custódia no U.S. Marshals Service (USMS).
O indivíduo, identificado como "John" ou "Lick", teria controlado carteiras conectadas a ativos mantidos pelo governo oriundos do caso do hack da Bitfinex em 2016.
A investigação de ZachXBT veio à tona após uma discussão online gravada em que o suspeito demonstrou controle sobre US$ 23 milhões em criptomoedas durante um “band for band” para ostentar diante de outro suposto criminoso.
A análise em blockchain rastreou os fundos retroativamente através de múltiplas carteiras até um endereço do governo dos EUA que recebeu US$ 24,9 milhões de recursos apreendidos da Bitfinex em março de 2024.
Contrato com o USMS e Preocupações de Custódia
A Command Services & Support, Inc. venceu o contrato do U.S. Marshals Service em outubro de 2024 para gerir ativos de criptomoedas apreendidas classificados como Classe 2-4.
A empresa de serviços de tecnologia sediada na Virgínia superou a concorrente da Coinbase, a Wave Digital Assets, em um processo de licitação disputado.
Dean Daghita, presidente da CMDSS, opera a companhia a partir de Haymarket, Virgínia. Documentos de contratos governamentais mostram que a empresa detém um acordo de vários anos, vigente até junho de 2036, para auxiliar o USMS na gestão e alienação de ativos digitais confiscados.
A Wave Digital Assets anteriormente contestou a adjudicação do contrato, alegando que a CMDSS não possuía as devidas licenças da Securities and Exchange Commission ou da Financial Industry Regulatory Authority.
O Government Accountability Office rejeitou o protesto da Wave em março de 2025, concluindo que os procedimentos de avaliação do USMS foram razoáveis.
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Alegações de Acesso Não Verificadas
ZachXBT sugeriu uma possível ligação familiar entre o suposto ladrão e os proprietários da CMDSS, embora esse relacionamento ainda não tenha sido verificado de forma independente.
Como o suspeito teria obtido acesso às carteiras controladas pelo governo ainda não foi estabelecido.
Segundo relatos, o suspeito removeu informações de identificação de suas contas em redes sociais e alterou nomes de usuário no Telegram após a investigação pública de ZachXBT. Aproximadamente US$ 18,5 milhões permaneceriam alegadamente no endereço de carteira 0xc7A253fD3C61CF69d043e6184c107dF4E29475B5 em 23 de janeiro.
Nem o USMS nem a CMDSS responderam aos questionamentos. O Departamento de Justiça não anunciou acusações relacionadas ao suposto roubo.
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