O Irã indicou que pode reabrir o Estreito de Hormuz em até sete dias caso Washington reduza a pressão militar, derrubando o preço do petróleo enquanto o Bitcoin (BTC) avançava com quase US$ 999 milhões em entradas líquidas em ETFs.
Pontos-chave:
- Irã condiciona uma possível reabertura do Estreito de Hormuz em uma semana a passos iniciais dos EUA para aliviar a pressão militar e as restrições a portos.
- O Brent caiu para mínima de duas semanas, abaixo de US$ 100, à medida que o mercado avaliava a proposta iraniana e a melhora das condições de oferta no Golfo.
- Bitcoin se manteve acima de US$ 85.000 após forte recuperação, enquanto ETFs spot de Bitcoin nos EUA registraram quase US$ 999 milhões em entradas líquidas.
Proposta iraniana para Hormuz
Um alto funcionário iraniano disse que Teerã está pronto para reabrir o Estreito de Hormuz em até uma semana, desde que os Estados Unidos reduzam a pressão militar e suspendam o bloqueio sobre portos iranianos. Segundo ele, a proposta foi encaminhada por meio de mediadores, e a delegação do Irã em Nova York tem mandato para avançar nas negociações.
O presidente iraniano Masoud Pezeshkian viajou a Nova York para a Assembleia Geral da ONU, enquanto o chanceler Abbas Araghchi já estava na cidade. Donald Trump sinalizou abertura ao diálogo, embora nenhum encontro tenha sido marcado.
O mercado de petróleo reagiu imediatamente ao gesto diplomático. A Reuters informou que o Brent para novembro recuou 2,1%, a US$ 98,23 por barril, mínima de duas semanas, enquanto os contratos de referência dos EUA também caíram na esteira da probabilidade de maior oferta vinda do Golfo.
O Estreito de Hormuz continua sendo uma das rotas energéticas mais estratégicas do mundo, e a retomada do oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita adicionou outro elemento de alívio às preocupações com o abastecimento regional.
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Reação do mercado de Bitcoin
O Bitcoin acumulou alta de cerca de 6% em 24 horas e tocou máxima próxima de US$ 87.329, em um movimento que reforçou a recuperação mais ampla do mercado cripto. O volume negociado também ganhou força, com investidores reagindo ao recuo do petróleo e à percepção de possível distensão geopolítica.
Os ETFs spot de Bitcoin nos EUA registraram US$ 998,95 milhões em entradas líquidas na segunda-feira, o maior fluxo diário desde 6 de outubro de 2025. O destaque foi o IBIT, da BlackRock, com US$ 381,37 milhões, seguido pelo ARKB, da Ark, e pelo FBTC, da Fidelity.
Para Tim Waterer, estrategista-chefe de mercado da KCM Trade, o petróleo deve permanecer extremamente sensível às manchetes até que a via diplomática produza um avanço concreto — ou um novo impasse. Essa incerteza é relevante também para criptoativos, já que oscilações bruscas nos preços de energia podem mexer com expectativas de inflação, trajetória de juros e apetite por risco em geral.
O rali mais recente do Bitcoin aprofunda a recuperação de setembro, mês em que o ativo já acumula alta próxima de 12% e voltou a superar o patamar de US$ 85.000 até a terça-feira. A retomada ocorre após fortes solavancos no início do mês, deixando o mercado cripto ainda exposto a novas mudanças nos preços do petróleo, nas expectativas de política monetária e no noticiário geopolítico.
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