Trump Media e Crypto.com desistiram de uma planejada joint venture de tesouraria de US$ 6,42 bilhões ancorada no token Cronos (CRO), alegando condições de mercado desfavoráveis e mudança de prioridades corporativas.
Pontos-chave:
- Trump Media, Crypto.com e Yorkville Acquisition Corp. abandonaram os planos de listar em bolsa uma empresa de tesouraria lastreada em Cronos.
- As empresas também encerraram um acordo de serviços e um projeto para levar contratos de mercado de previsões ao Truth Social.
- Uma investigação paralela vinculou a compra de US$ 100 milhões em tokens World Liberty a um inquérito britânico ativo sobre lavagem de dinheiro.
Trump Media encerra joint venture de tesouraria em Cronos
As duas empresas, junto com a Yorkville Acquisition Corp., rescindiram na sexta-feira o chamado Trump Media Group CRO Strategy, segundo comunicado conjunto divulgado inicialmente pela Axios. A Crypto.com também deixará de assessorar os planos da empresa de cheque em branco para fundos negociados em bolsa, embora os ETFs já existentes com a marca Truth Social sigam operando normalmente.
O projeto previa licenciar a marca Trump Media a uma companhia aberta que acumularia CRO e faria staking desses ativos para gerar rendimento adicional. O CEO interino, Kevin McGurn, afirmou que o segmento de tesouraria de ativos digitais ficou saturado à medida que mais companhias listadas passaram a copiar a mesma estratégia de alocação em balanço. Em comunicado separado, as duas empresas cancelaram um acordo de serviços e o plano de lançar contratos de mercado de previsões no Truth Social.
Após o anúncio, o CRO chegou a cair cerca de 5% e era negociado próximo de US$ 0,048 na segunda-feira. A Trump Media havia comprado US$ 105 milhões do token em setembro de 2025 como parte da parceria mais ampla, posição que não foi desfeita.
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Investidor de World Liberty é alvo de investigação por lavagem
Reportagem do New York Times publicada no domingo identificou Guren "Bobby" Zhou como o empresário por trás da Aqua 1, fundo sediado em Abu Dhabi que comprou US$ 100 milhões em tokens de governança da World Liberty Financial (WLFI) em junho de 2025. As autoridades britânicas prenderam Zhou em 2021 sob suspeita de lavagem de dinheiro, mas ele nunca foi formalmente acusado. Procuradores informaram que o inquérito seguia ativo no fim de julho.
Documentos societários mostram que uma entidade da Web3Port registrada nas Ilhas Virgens Britânicas foi rebatizada como Aqua 1 GP Limited cerca de duas semanas antes do anúncio da compra. Antes disso, Zhou administrou uma varejista britânica de pisos que entrou em reestruturação devendo cerca de US$ 5 milhões a uma empresa controlada por seu pai.
Negócios cripto de Trump atraem escrutínio no Congresso
Pelo acordo de divisão de receitas da World Liberty, até US$ 75 milhões da compra feita pela Aqua 1 teriam sido destinados a uma companhia controlada por Donald Trump e seus filhos.
Um porta-voz afirmou que a empresa cumpre toda a legislação aplicável e mantém um programa de compliance que atende ou supera os padrões do setor. A Casa Branca declarou que o presidente não tem conflitos de interesse.
O interesse do Congresso nas posições em cripto da família vem se acumulando há mais de um ano, e cinco senadores democratas pediram em junho a realização de audiências sobre o suposto aporte de US$ 500 milhões dos Emirados Árabes Unidos na World Liberty. A Trump Media, por sua vez, ainda carrega em balanço 9.542 Bitcoin (BTC) e cerca de 756 milhões de CRO, e agora busca uma fusão com a empresa de energia de fusão nuclear TAE.
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