Bitcoin (BTC) continua preso em um canal descendente que vem guiando seu preço há oito meses, e a estrutura agora aponta para um possível fundo próximo de US$ 51.291.
Pontos-chave:
- Bitcoin vem operando em um canal descendente desde que fez topo próximo de US$ 126.000, há cerca de oito meses.
- A rejeição em maio em US$ 83.156 cortou o preço em mais de 12%, deixando-o próximo de US$ 73.670 em junho.
- Traders na Kalshi dão 60% de chance de o Bitcoin tocar US$ 60.000 antes de recuperar os US$ 100.000.
Canal do Bitcoin mantém o aperto
Uma leitura técnica do gráfico diário de candles acompanha um canal descendente que vem moldando o Bitcoin desde que ele atingiu o pico perto de US$ 126.000 há cerca de oito meses.
Topos mais baixos e fundos mais baixos vêm se acumulando o tempo todo. Cada rali mais forte tem travado na borda superior, enquanto cada forte venda encontra compradores perto da base.
A primeira grande rejeição ocorreu perto de US$ 97.855, a segunda perto de US$ 83.156, e ambas mantiveram o cenário baixista intacto. A linha de base também fez seu trabalho, puxando um repique perto de US$ 82.167 antes de o preço deslizar para cerca de US$ 60.000 no início de fevereiro de 2026. Cada toque nessa linha diagonal gerou uma queda acentuada, e não um rompimento limpo.
A rejeição de maio em US$ 83.156 definiu o tom atual. O Bitcoin já caiu mais de 12% desde então, começou junho perto de US$ 73.670 e agora está na metade inferior do canal, onde os ursos esperam o fundo final. Um fechamento de volta acima de US$ 78.000 aliviaria a pressão e colocaria em xeque o topo do canal.
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Traders na Kalshi se preparam para US$ 60.000
Os mercados de previsão ecoam o gráfico. Na Kalshi, traders agora atribuem 60% de chance de o Bitcoin tocar US$ 60.000 antes de retomar os US$ 100.000. Isso coloca mais dinheiro apostando em outra perna de baixa do que em uma rápida recuperação para seis dígitos.
A mesma plataforma precificou apenas 34% de chance de o Bitcoin superar US$ 100.000 antes de janeiro de 2027. No início de 2026, esse mesmo mercado apontava 94% de probabilidade de uma alta acima de US$ 100.000 até o meio do ano. Agora, traders na Kalshi duvidam que um retorno a seis dígitos aconteça ainda este ano.
BTC mira um fundo mais profundo
Um analista que assina como NoName projeta o fim do canal perto de US$ 51.291, nível que ele enxerga como provável fundo de ciclo. Outros técnicos alertam que o piso pode ser ainda mais baixo, abaixo de US$ 50.000. Qualquer um desses alvos exigiria que o Bitcoin perdesse zonas de suporte que até agora vêm sendo defendidas.
A queda do Bitcoin tem sido um processo de desgaste, não um crash. Depois de encostar em cerca de US$ 126.000 no outono passado, o preço foi escorrendo para baixo em uma sequência de repiques fracassados, até tocar cerca de US$ 60.000 em fevereiro. O meio do canal, perto de US$ 70.000, agora se coloca como a linha que decide se US$ 60.000 vem em seguida.
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