O gigante bancário ING alertou que as nações dos BRICS continuam a reduzir sua exposição ao mercado de Treasuries dos EUA, após dados mostrarem que China, Índia e Brasil venderam, em conjunto, US$ 28,8 bilhões em títulos do Tesouro em um único mês.
O que aconteceu
Em um relatório de pesquisa publicado nesta semana, o ING apontou para os dados de Capital Internacional do Tesouro dos EUA referentes a outubro, que mostram nova queda nas posições em Treasuries entre economias-chave dos BRICS.
A China reduziu suas posições em US$ 11,8 bilhões, a Índia em US$ 12 bilhões e o Brasil em US$ 5 bilhões no período, destacando o que o banco descreveu como uma retirada contínua e gradual da dívida do governo dos EUA por parte do bloco.
O ING ressaltou que os fluxos de Treasuries são inerentemente voláteis e não devem ser interpretados como evidência de uma saída abrupta ou desordenada de ativos norte‑americanos.
No entanto, observou que a queda constante nas posições entre os países dos BRICS se tornou uma tendência persistente, e não um ajuste pontual.
No setor oficial estrangeiro mais amplo, as posições em notas e títulos de longo prazo do Tesouro dos EUA caíram US$ 22 bilhões em outubro, queda parcialmente compensada por um aumento nas posições em Treasury bills de curto prazo.
Veja também: Bitcoin's Hidden Vulnerability Exposed: How Quantum Computers Could Steal Billions Before We're Ready
O banco atribuiu parte da redução da Índia à intervenção cambial voltada a apoiar a rúpia, ao mesmo tempo em que reconheceu que considerações geopolíticas podem estar contribuindo para o padrão mais amplo de redução de exposição entre as economias dos BRICS.
O ING acrescentou que essa tendência contrasta com a demanda contínua de investidores privados, que têm se mantido compradores dispostos de Treasuries dos EUA, apesar de dados mais fracos de inflação norte‑americana e de mudanças nas expectativas em relação a futuros cortes de juros pelo Federal Reserve.
Por que isso importa
O ING enfatizou que sua perspectiva de longo prazo para o dólar americano não se baseia em uma venda em larga escala de Treasuries por estrangeiros, mas sim na expectativa de que investidores internacionais possam, cada vez mais, fazer hedge de sua exposição a ativos dos EUA.
Ainda assim, o banco afirmou que o corte persistente nas posições em Treasuries por parte das nações dos BRICS é um desenvolvimento que merece monitoramento atento, especialmente à medida que gestores de reservas globais reavaliam risco cambial e de prazo em meio a condições geopolíticas e monetárias em mudança.
Leia a seguir: How Elite Coders Built Bots Earning $200K Monthly On Polymarket Without Ever Predicting Outcomes

