Cardano (ADA) voltou para a faixa de US$ 0,164 depois que compradores defenderam a região de US$ 0,1535 na semana passada, enquanto grandes carteiras seguem aumentando posição e colocam novamente o nível de US$ 0,18 no horizonte.
Principais pontos:
- ADA negocia perto de US$ 0,164 após três dias de recuperação a partir da mínima de US$ 0,1535 registrada em 27 de julho.
- Carteiras com entre 10 milhões e 100 milhões de ADA elevaram sua fatia da oferta durante a liquidação de junho.
- A resistência em US$ 0,1751 fica entre o preço atual e a região de US$ 0,18, que limitou o último rali.
Preço da Cardano reage a partir do suporte em US$ 0,1535
Dados de gráfico publicados na quarta-feira mostram a ADA em torno de US$ 0,1638, cerca de 6,7% acima da mínima de oscilação registrada dois dias antes.
O token ainda opera aproximadamente 18% abaixo da máxima de julho, e uma leitura em gráfico diário enxerga a queda como um movimento de correção dentro de uma faixa de Fibonacci entre US$ 0,14 e US$ 0,1567.
Três linhas horizontais delimitam a faixa atual. A mais próxima é a resistência em US$ 0,1751, que conteve todas as tentativas de alta neste mês. Os suportes aparecem em US$ 0,1488 e, depois, em US$ 0,1424, piso da base construída pelos compradores no fim de junho. O RSI de 14 períodos se recuperou para 55,89 após se aproximar da zona de sobrevenda no movimento de liquidação de 27 de julho.
Veja também: Volume em DEX cai 26% em julho com piora da liquidez on-chain
Acúmulo de baleias contrasta com cautela de analistas em ADA
Dados de tamanho de ordens indicam um reforço nas compras de grandes players tanto no mercado à vista quanto no de futuros nesta semana. A combinação de maior participação em derivativos com a demanda no spot sugere que essas contas estão ampliando exposição enquanto o preço testa suportes técnicos.
Endereços com entre 10 milhões e 100 milhões de moedas elevaram sua participação na oferta em circulação de 37,66% para 38,13% durante a correção de junho. Um acompanhamento separado apurou mais de 30 milhões de ADA migrando para carteiras de baleias em apenas uma semana deste mês. Compras desse porte ajudam a explicar por que o piso de junho se manteve até agora, embora grandes detentores raramente acertem o fundo exato do mercado.
Já nas derivativas, o quadro é mais cauteloso: a razão long/short caiu para 0,82 nesta semana, o nível mais fraco em mais de um mês, enquanto as taxas de financiamento viraram negativas. Manish Chhetri enxerga uma zona relevante de resistência em torno de US$ 0,173, onde o nível de Fibonacci de 23,6% converge com a média móvel exponencial de 50 dias, bloco técnico que fica logo abaixo da linha de US$ 0,1751.
Oscilações da Cardano desde a máxima de julho
O desempenho da Cardano em julho foi marcado por duas tentativas frustradas de alta e uma forte realização.
O token chegou a disparar até US$ 0,200 em 5 de julho, mas devolveu todo o movimento em menos de 48 horas, à medida que vendedores agrediram a compra em todos os níveis. Uma segunda tentativa, em 23 de julho, perdeu força perto de US$ 0,1805, e esse topo mais baixo sinalizou ao mercado que os vendedores estavam atuando mais cedo.
A cotação escorregou até US$ 0,1535 em 27 de julho, mínima que ainda ficou acima da base formada em junho — mês em que a Cardano encerrou perto de US$ 0,1453 após perder quase 40% de valor. A rede concluiu o hard fork Van Rossem em meados de julho, migrando para a versão 11 do protocolo, mas o número de transações diárias recuou para algo em torno de 17.400 no fim de junho, próximo da mínima em 45 dias.
Leia a seguir: Agente descontrolado da OpenAI violou mais 4 serviços além do Hugging Face





