O Banco Central Europeu (BCE) convocou os maiores bancos da região para uma reunião na terça‑feira sobre riscos de cibersegurança ligados a modelos avançados de inteligência artificial, incluindo o Claude Mythos da Anthropic.
BCE convoca bancos por ameaça do Mythos
O regulador quer que os credores apliquem correções de software muito mais rápido, de acordo com a cobertura que primeiro relatou o plano da reunião. Frank Elderson, vice‑presidente do conselho de supervisão do BCE, disse que anos de orientações sobre cibersegurança ainda valem, mas o ritmo do progresso da IA agora exige ações mais rápidas.
Anthropic lançou o Claude Mythos Preview em abril sob o Project Glasswing, um programa de acesso restrito. O modelo consegue encontrar falhas desconhecidas em sistemas de TI, e a empresa afirma que ele identificou milhares de vulnerabilidades graves em grandes sistemas operacionais e navegadores.
O AI Security Institute do Reino Unido constatou que o Mythos Preview resolveu 73% dos desafios Capture the Flag em nível de especialista. Nenhum modelo havia atingido essa marca antes de abril de 2025.
Elderson disse que invasores agora podem reverter‑engenheirar uma correção em 30 minutos, de modo que os ciclos de atualização mais lentos, comuns em muitos bancos, já não são suficientes.
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Por que os reguladores veem urgência
O BCE supervisiona 111 dos maiores bancos da zona do euro, e a maioria deles está fora do Project Glasswing. Isso deixa os credores europeus sem acesso direto a modelos de fronteira como o Mythos, uma lacuna que Elderson classificou como lamentável.
Ele quer que as instituições dos EUA presentes na sessão de terça‑feira compartilhem percepções de testes com seus pares europeus.
A falta de acesso não pode justificar a inação, argumentou Elderson, porque agentes maliciosos em breve poderão alcançar a mesma tecnologia. Ele alertou que o andamento em “andante” já não basta e que os supervisores agora precisam que os bancos se movam em velocidade de “presto”.
A pressão não se limita à Europa. A Comissão Europeia está negociando com a Anthropic sobre testes em empresas e bancos para vulnerabilidades que o Mythos descobre, enquanto a startup francesa Mistral AI está em conversas para oferecer aos bancos europeus sua própria ferramenta de caça a falhas.
O que a implantação do Mythos mostrou
O alerta de Elderson coroa semanas de atenção regulatória crescente desde que o Mythos chegou a um pequeno grupo de bancos dos EUA. Em meados de maio, ele instou os credores da zona do euro a se prepararem para ataques assistidos por IA, dizendo ao Supervision Newsletter do BCE que a lacuna de acesso tornava a ameaça mais grave, não menos. Órgãos de fiscalização de Wall Street suspenderam alguns exames cibernéticos depois que o modelo expôs fragilidades inesperadas, e a Mozilla lançou o Firefox 150 com 271 correções para bugs identificados pelo modelo. Espera‑se que os três maiores bancos do Japão obtenham acesso nas próximas semanas, ampliando uma divisão que os supervisores europeus agora parecem determinados a fechar.
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