Bitcoin (BTC) ultrapassou US$ 82.000 na quarta-feira, enquanto uma sequência de 67 dias de taxas de funding negativas apontava para um risco crescente de short squeeze, segundo a empresa de pesquisa K33.
K33 destaca sequência de funding
O Bitcoin atingiu seu nível mais alto em mais de três meses, enquanto a mais longa sequência de funding negativo desta década pode amplificar a pressão sobre os traders pessimistas. A empresa de pesquisa K33 detalhou a tendência em um relatório de terça-feira, repercutido pela FXStreet, The Block e Decrypt.
A taxa média de funding de 30 dias permanece negativa há 67 dias consecutivos, superando a sequência de março a maio de 2020. O chefe de pesquisa da K33, Vetle Lunde, disse que a sequência reflete um posicionamento defensivo em todo o mercado, mesmo com o Bitcoin em tendência de alta.
"Historicamente, períodos prolongados de funding negativo costumam ocorrer próximos a fundos de mercado, sugerindo que condições como as atuais tendem a ter um impacto direcional positivo no BTC", escreveu Lunde.
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Risco de squeeze aumenta
Lunde argumentou que comprar Bitcoin durante regimes semelhantes de funding tem produzido, de forma consistente, fortes retornos futuros.
As taxas de acerto variaram de 83% a 96% em janelas de 30 a 360 dias, contra 55% a 70% para entradas aleatórias desde outubro de 2018. Os retornos medianos e médios nesses períodos superaram as compras aleatórias entre 1,84 e 6,27 vezes, de acordo com dados da K33.
Matthew Pinnock, COO da Altura DeFi, disse ao Decrypt que um rompimento limpo pode desencadear um movimento violento. "Se os vendidos forem forçados a desfazer posições, o funding fica positivo e o Bitcoin pode avançar rapidamente para além de US$ 100 mil em um squeeze", afirmou.
Derek Lim, chefe de pesquisa da Caladan, disse que um rompimento consistente de US$ 82.000 com fluxos confirmados em ETFs provavelmente desencadearia esse desmonte de posições.
Trajetória recente do Bitcoin
O Bitcoin se recuperou fortemente desde que atingiu cerca de US$ 60.000 em 6 de fevereiro, acumulando alta de mais de 35% nesse período.
Ainda assim, o ativo permanece cerca de 35% abaixo de sua máxima histórica de outubro de 2025, próxima de US$ 126.000, com os volumes à vista próximos das mínimas anuais, mesmo enquanto a alavancagem em derivativos aumenta.
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