Bitcoin e o iene japonês alcançaram sua correlação mais estreita já registrada, com o coeficiente de 90 dias subindo para 0,86. A conexão significa que 73% dos movimentos de preço do Bitcoin nos últimos três meses espelham variações no iene.
O que aconteceu: correlação recorde
O índice JPY da Pepperstone e o Bitcoin se moveram em sintonia desde outubro.
O índice JPY mede a força do iene em relação a quatro moedas principais: o euro, o dólar americano, o dólar australiano e o dólar neozelandês.
O Bitcoin atingiu um pico no início de outubro e caiu nos dois meses seguintes, enquanto o índice JPY estendia sua tendência de baixa, com ambos os ativos se estabilizando após meados de dezembro. O coeficiente de correlação de 0,86 representa o nível mais alto já registrado entre os dois ativos.
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Por que isso importa: implicações para portfólios
O Bitcoin perdeu sua função de diversificador de portfólio, transformando-se de proteção independente em um proxy para exposição ao iene. O iene vem se desvalorizando desde abril de 2024, à medida que preocupações sobre a sustentabilidade da dívida fiscal elevaram os rendimentos dos títulos do governo japonês.
A relação dívida/PIB do Japão está em 240%, entre as mais altas do mundo, embora investidores domésticos detenham grande parte dessa dívida.
O Banco do Japão enfrenta um dilema: elevar as taxas de juros aumenta os custos de serviço da dívida e agrava as pressões fiscais, enquanto manter taxas baixas traz o risco de maior desvalorização do iene.
Alguns analistas argumentam que a crise fiscal já está se manifestando no mercado cambial por meio do iene mais fraco, com apenas uma possível recessão nos EUA oferecendo alívio ao Japão. As correlações entre criptomoedas e ativos tradicionais muitas vezes se mostram temporárias, segundo observadores de mercado.
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