Um novo checkpoint do Claude Mythos Preview da Anthropic tornou‑se o primeiro modelo de IA a resolver ambos os cenários de simulação de ciberataque do governo do Reino Unido, levantando novas questões sobre hacking autônomo.
AISI relata avanço do Mythos
O AI Security Institute do Reino Unido relatou na quarta‑feira que o novo checkpoint do Mythos concluiu seu cenário de ataque a rede corporativa de 32 etapas, “The Last Ones”, em 6 de 10 tentativas. A versão anterior havia conseguido apenas 3 de 10.
O modelo atualizado também quebrou “Cooling Tower”, um cenário de sistema de controle industrial que nenhum modelo anterior havia aprovado, em 3 de 10 tentativas.
O rival GPT‑5.5 da OpenAI foi testado no mesmo exercício. Ele resolveu “The Last Ones” em 3 de 10 tentativas, mas não concluiu “Cooling Tower”.
A AISI executou os cenários com um orçamento de computação de 100 milhões de tokens por tentativa, e a agência observou que o desempenho continuou escalando nesse teto, sugerindo que orçamentos maiores aumentariam ainda mais as taxas de sucesso.
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Tempo de duplicação continua encolhendo
A AISI acompanha o progresso em cibersegurança por meio de benchmarks de horizonte temporal, medindo quão longa é a tarefa autônoma que um modelo consegue concluir com 80% de confiabilidade. Em novembro de 2025, a agência estimou um tempo de duplicação de 8 meses. Em fevereiro de 2026, esse número havia sido comprimido para 4,7 meses, e tanto o Mythos quanto o GPT‑5.5 desde então superaram essa tendência mais rápida.
A agência reconheceu incerteza sobre se os resultados mais recentes indicam uma nova aceleração ou um salto pontual.
A organização de pesquisa sem fins lucrativos METR, que acompanha IA em tarefas de software em vez de cenários de ciberataque, chegou a um número semelhante, de aproximadamente 4,2 meses. A AISI disse que essa convergência fortalece o argumento de que a tendência reflete ganhos reais de capacidade, e não uma peculiaridade de um único conjunto de avaliação.
O instituto enfatizou que seus cenários não contam com defensores ativos, portanto os resultados mostram o que os modelos podem fazer contra redes fracamente protegidas, em vez de sistemas corporativos fortemente protegidos.
Por que saltos de capacidade importam
O novo checkpoint do Mythos não chegou acompanhado de um novo lançamento de modelo. A AISI usou a mesma versão que a Anthropic implantou no mês passado com o Project Glasswing, seu programa de parceria em segurança, após receber uma compilação atualizada do mesmo modelo.
“Saltos notáveis de capacidade nem sempre exigem novos lançamentos de modelo”, escreveu o instituto. Isso vai contra a suposição de que os defensores podem se orientar pelos ciclos de lançamento.
A Anthropic apresentou o Mythos Preview em 7 de abril, enquadrando o modelo como um ponto de inflexão para a indústria de segurança depois que ele identificou falhas de dia zero em grandes sistemas operacionais e navegadores em testes internos. A empresa disse que havia adiado um lançamento mais amplo por causa dessas capacidades, e a avaliação anterior da AISI em abril apontou o Mythos como um claro avanço em relação a sistemas de fronteira anteriores.
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