A regulamentação federal está se tornando o principal motor da adoção institucional em cripto, de acordo com Kevin Wysocki, chefe de políticas da Anchorage Digital.
Wysocki disse que a combinação de nova legislação e maior clareza regulatória está acelerando a entrada de instituições financeiras tradicionais em ativos digitais, colocando a tokenização como um tema central de crescimento para a próxima década.
Regras federais trazem instituições para o cripto
Wysocki apontou para desenvolvimentos recentes de políticas, incluindo o GENIUS Act e o aguardado CLARITY Act, como fatores‑chave que dão confiança a grandes instituições financeiras para entrar no mercado.
“Vimos um crescimento tremendo no número de empresas financeiras tradicionais que entraram nesse espaço”, afirmou, acrescentando que estruturas federais mais claras estão reduzindo a incerteza que antes freava a adoção.
A Anchorage, que opera como um banco de ativos digitais com carta federal sob o Office of the Comptroller of the Currency, posicionou‑se no centro dessa mudança. A empresa expandiu de custódia para serviços como staking, governança, negociação e emissão de stablecoins.
Wysocki disse que a presença de mais empresas de cripto reguladas em nível federal é um ponto positivo líquido para o setor, pois traz os ativos digitais para um arcabouço de conformidade unificado, mais alinhado às finanças tradicionais.
Tokenização entra na infraestrutura financeira central
Além da clareza regulatória, Wysocki destacou a tokenização como a tendência estrutural mais importante que molda os mercados de cripto.
Ele afirmou que formas tokenizadas de dólares, ações e instrumentos de renda fixa oferecem vantagens em velocidade de liquidação, transparência e eficiência de custos em comparação com os sistemas financeiros legados.
“Seja em fundos de mercado monetário, seja em ações tokenizadas, seja em pagamentos mais rápidos, há simplesmente tanto benefício vindo da tokenização e do blockchain”, disse ele.
A Anchorage já se expandiu para emissão de stablecoins e custódia de ativos tokenizados, além de oferecer serviços de staking para instituições. A carta da empresa permite custodiar uma ampla gama de ativos digitais, incluindo valores mobiliários tokenizados e stablecoins.
Wysocki acrescentou que a custódia continua sendo uma barreira complexa para novos participantes, especialmente para ativos além de Bitcoin e Ethereum, o que reforça a vantagem dos precursores que já possuem infraestrutura estabelecida.
Bancos, DeFi e big tech começam a convergir
A próxima fase de crescimento, segundo Wysocki, será definida pela colaboração entre bancos tradicionais, plataformas de finanças descentralizadas e empresas de tecnologia.
A Anchorage anunciou parcerias que abrangem várias partes do sistema financeiro, incluindo trabalhos com grandes bancos em custódia de moeda fiduciária e reservas de stablecoins, além de integrações com redes de blockchain e protocolos DeFi.
“Estamos trabalhando com todo mundo”, disse Wysocki, referindo‑se às parcerias com bancos, projetos DeFi e plataformas de tecnologia.
Ele apontou casos de uso como reservas de stablecoins tokenizadas, pagamentos transfronteiriços e transações conduzidas por agentes como exemplos de como esses sistemas estão começando a se sobrepor.
Wysocki afirmou que os arcabouços regulatórios globais também tendem a convergir ao longo do tempo, por meio de acordos bilaterais e padrões compartilhados, o que pode acelerar ainda mais a adoção ao reduzir a fragmentação entre jurisdições.
Por enquanto, a combinação de supervisão federal e participação institucional em expansão sugere que o cripto está avançando além de sua fase experimental inicial, em direção a um papel mais integrado dentro da infraestrutura financeira global.
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