Polymarket viu seu mercado de vencedor da Copa do Mundo acumular US$ 2 bilhões em apostas ao longo da vida, enquanto a rival Kalshi divide a mesma aposta em 48 livros menores e fica com a maior parte das taxas.
Pontos principais:
- O único mercado de vencedor da Copa do Mundo da Polymarket concentra US$ 2 bilhões em volume, em contraste com os 48 livros separados da Kalshi.
- Prediction markets movimentaram um recorde de US$ 31,2 bilhões em maio, com a Kalshi respondendo por 58% desse fluxo.
- A Kalshi arrecadou US$ 137,86 milhões em taxas em maio, quase cinco vezes o que a Polymarket ganhou.
Polymarket concentra dinheiro da Copa do Mundo
Traders direcionaram US$ 2 bilhões para o mercado de vencedor do torneio na Polymarket, que manteve US$ 436 milhões em liquidez em aberto e girou US$ 137 milhões na última quinta‑feira, segundo números divulgados nesta semana. A seção mais ampla da Copa do Mundo na plataforma agora abrange mais de 330 mercados ativos, e só o fluxo de quinta‑feira quase igualou o maior livro da Kalshi em todo o seu histórico.
A Kalshi estrutura o mesmo evento de forma bem diferente. Ela reuniu US$ 182,3 milhões em 48 contratos separados e, nos maiores eventos listados, a vantagem da Polymarket se aproxima de 11 para um. As duas casas precificaram o futebol de forma semelhante, com a Espanha como favorita com 17% de probabilidade implícita e pagamentos de 5,56 vezes para os líderes.
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Kalshi fica com a maior fatia das taxas
A Polymarket vence no número que chama manchetes, mas a Kalshi silenciosamente domina o dinheiro que realmente importa. A plataforma regulada capturou 58% dos US$ 31,2 bilhões recordes do setor em maio, contra 28% da Polymarket, elevando o open interest da indústria para US$ 1,3 bilhão.
As negociações esportivas responderam por US$ 10,44 bilhões desse fluxo, cerca de 60 vezes o que os famosos mercados de eleições da Kalshi movimentaram, enquanto cripto adicionou US$ 2,02 bilhões. As taxas contam a história com mais clareza. A Kalshi faturou US$ 137,86 milhões em maio, contra US$ 28,07 milhões da Polymarket, uma diferença de receita de quase cinco para um.
Assim, o embate é entre amplitude e profundidade: a Kalshi espalha o dinheiro por dezenas de livros em nível de partida, enquanto a Polymarket o concentra em um único mercado gigante de campeão do torneio. Analistas externos projetaram um salto de US$ 5 bilhões a US$ 10 bilhões no volume de varejo gerado pelo evento, chamando‑o de divisor de águas para o jovem setor de prediction markets.
Copa do Mundo remodela as apostas de previsão
O boom do futebol não é apenas um pico temporário de torneio. Esportes superaram todas as outras categorias na Polymarket até 2026, respondendo por US$ 6,20 bilhões dos US$ 14,34 bilhões de janeiro, antes de atingir o pico em março com US$ 8,77 bilhões de um recorde de US$ 19,58 bilhões no mês.
Até este mês, o volume total recuou cerca de 70%, para US$ 5,91 bilhões, mas a fatia dos esportes ainda subiu para 56,5%.
A mudança é mais profunda do que uma única plataforma. A casa menor Opinion viu a parcela de esportes saltar para 99,4% de sua atividade no início de junho, enquanto as apostas em cripto ali caíram para menos de US$ 500 mil. Cripto liderava essa mesma casa em janeiro, quando movimentou US$ 729,52 milhões em uma única semana.
Há um ano, eleições e preços de moedas sustentavam esses mercados. A Copa do Mundo não apenas impulsionou as negociações de previsão, como também substituiu as próprias categorias que as haviam construído.
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