Dois dos principais clientes validadores da Solana (SOL) lançaram uma versão de teste do Falcon, um esquema compacto de assinatura pós-quântica projetado para reforçar a rede contra futuros ataques quânticos.
Código de teste do Falcon chega à rede
Em uma postagem na segunda-feira, a Solana Foundation afirmou que Anza e Firedancer, a equipe por trás do cliente da Jump Crypto, chegaram independentemente ao Falcon após anos de pesquisas separadas, segundo CoinDesk.
Ambas as equipes já publicaram implementações iniciais do Falcon em seus repositórios públicos no GitHub.
A fundação disse que o trabalho de migração é administrável e que nenhuma mudança de protocolo é necessária hoje. O Falcon foi escolhido porque suas assinaturas permanecem pequenas o suficiente para se encaixar no design de alta vazão da Solana, uma restrição fundamental para uma cadeia construída em torno de confirmações rápidas.
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Contexto da ameaça quântica
A Jump Crypto observou que o Falcon-512 produz a menor assinatura entre os padrões pós-quânticos selecionados pelo Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos EUA. A verificação é simples e a assinatura ocorre fora da cadeia (off-chain).
O movimento segue um whitepaper de março da Google Quantum AI argumentando que futuras máquinas quânticas poderiam quebrar a criptografia de curva elíptica do Bitcoin com menos de 500.000 qubits, bem abaixo das estimativas anteriores. O Google definiu 2029 como seu próprio alvo para migração pós-quântica.
A Solana não é a primeira cadeia a agir. Justin Sun disse na semana passada que a TRON (TRX) ativará uma testnet resistente a quântica no segundo trimestre de 2026, com lançamento em mainnet previsto para o terceiro trimestre. Vitalik Buterin, da Ethereum, também defende atualizações pós-quânticas mais rápidas, alertando que a criptografia atual pode se tornar vulnerável antes do ciclo eleitoral dos EUA de 2028.
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