iPhone dobrável fica na fila atrás de US$ 1 bi em chips inacabados da Apple

Unpackaged Apple processors worth about $1 billion underline the DRAM squeeze facing the iPhone 18 Pro and the foldable iPhone. (Image: Shutterstock)
Unpackaged Apple processors worth about $1 billion underline the DRAM squeeze facing the iPhone 18 Pro and the foldable iPhone. (Image: Shutterstock)

Cerca de US$ 1 bilhão em processadores da Apple está parado em fábricas de chips à espera de memória, atrasando a montagem do iPhone 18 Pro e do primeiro iPhone dobrável da empresa.

Principais pontos:

  • Wafers prontos do A20 Pro se acumulam na TSMC porque a memória necessária para empacotá‑los ainda não chegou.
  • Foxconn e BYD terão menos tempo para formar estoque de lançamento, elevando o risco de filas mais longas após setembro.
  • A tentativa da Apple de garantir memória mais barata na China fracassou por preço, mantendo a oferta apertada até o ano que vem.

Falta de memória trava chips A20 Pro

O jornalista sediado em Taipé Tim Culpan relatou na quinta‑feira que wafers finalizados do A20 Pro estão se empilhando na TSMC porque a memória necessária para concluir o pacote não apareceu.

Segundo fontes da cadeia de suprimentos, os rendimentos do chip são fortes e não há problema de controle de qualidade. O gargalo está exclusivamente no lado da memória, não na fundição.

Nada avança no restante da linha até que essa etapa de empacotamento seja destravada.

O primeiro processador da Apple no nó N2 da TSMC não segue adiante como chip “nu”: a memória é colada ao wafer, em vez de ser soldada depois. Essa etapa, chamada de módulo multichip em nível de wafer (Wafer‑Level Multi‑Chip Module), substitui o empacotamento fan‑out em que a TSMC se apoiou por cerca de uma década, e Culpan já descreveu como uma espécie de CoWoS para dispositivos móveis. Sem um A20 Pro empacotado não há placa lógica, e sem placa lógica não há iPhone.

Veja também: iPhone 18 Pro Max pode ser o primeiro com chip de 2 nm da Apple, 15% mais rápido

Foxconn e BYD correm contra o relógio

Foxconn e a chinesa BYD respondem pela montagem das placas lógicas e pela linha final de produção dos próximos iPhones em fábricas na China continental. Culpan estima que a TSMC esteja retendo algo em torno de US$ 1 bilhão em processadores da Apple que não podem avançar, o que encurta a janela para que ambas construam o estoque de reserva que atende aos pedidos do dia de lançamento.

Apple e parceiros ainda esperam dar conta da demanda no fim de semana inicial. A preocupação maior é com a extensão dos prazos de entrega online e com prateleiras esvaziando nas semanas seguintes a setembro.

As montadoras foram informadas de que a companhia projeta cerca de 200 milhões de unidades ao longo do ciclo da linha, somando o iPhone dobrável Ultra, o iPhone 18 e o iPhone 18 Pro.

Cronograma do iPhone dobrável volta a ser questionado

Um alívio parece distante, já que fabricantes de memória estão direcionando capacidade para produtos de servidor, muito mais lucrativos que a DRAM usada em smartphones. A tentativa de fechar um fornecimento mais barato com a chinesa CXMT melou por divergência de preço, deixando a Apple dependente sobretudo da Micron, com volumes menores de SK Hynix e Samsung.

O projeto dobrável acumula relatos contraditórios de produção desde a primavera, que vão de montagem‑piloto em abril a testes de durabilidade da dobradiça que atrasaram a escalada em maio.

Um relatório de cadeia de suprimentos em julho apontou a validação de engenharia um a dois meses atrasada, e um vazamento em 3 de agosto contestou essa visão, dizendo que os problemas de escala haviam sido resolvidos sem necessidade de redesenho. A expectativa ainda é de que a Apple apresente o aparelho em setembro, com formato tipo livro, tela interna próxima de 7,8 polegadas e preço acima de US$ 2.000.

Leia a seguir: Bitcoin pode transformar medo extremo em combustível para alta até US$ 75 mil

Alexey Bondarev profile photo

Alexey Bondarev

Alexey Bondarev é o Head de Conteúdo da Yellow.com, tendo coberto o setor de cripto nos últimos 10 anos. Ele é especializado em artigos de Pesquisa e Aprendizado aprofundados, com foco em reportagens analíticas, contexto da indústria e nas grandes forças que moldam o universo cripto, desde a era da IA e tecnologias de segurança até a inovação em fintech. Ele acredita que tudo o que é digital em breve superará tudo o que é analógico e está trabalhando intensamente para que isso se torne realidade.

Isenção de responsabilidade e aviso de risco: As informações fornecidas neste artigo são apenas para fins educacionais e informativos e são baseadas na opinião do autor. Elas não constituem aconselhamento financeiro, de investimento, jurídico ou tributário. Ativos de criptomoedas são altamente voláteis e sujeitos a alto risco, incluindo o risco de perder todo ou uma quantia substancial do seu investimento. Negociar ou manter ativos cripto pode não ser adequado para todos os investidores. As opiniões expressas neste artigo são exclusivamente do(s) autor(es) e não representam a política oficial ou posição da Yellow, seus fundadores ou seus executivos. Sempre conduza sua própria pesquisa minuciosa (D.Y.O.R.) e consulte um profissional financeiro licenciado antes de tomar qualquer decisão de investimento.
iPhone dobrável fica na fila atrás de US$ 1 bi em chips inacabados da Apple | Yellow