Mercado de previsão plataforma Kalshi abriu conversas iniciais e informais com bancos de investimento sobre um potencial IPO depois que sua receita anualizada ultrapassou US$ 2 bilhões.
Pontos-chave:
- A Kalshi realizou conversas iniciais e informais sobre IPO com bancos de investimento, embora qualquer listagem pareça estar a pelo menos um ano de distância.
- A receita anualizada da plataforma praticamente triplicou desde novembro, ultrapassando US$ 2 bilhões.
- Um novo processo no Kentucky e a tensão entre autoridades federais e estaduais obscurecem o caminho para uma estreia pública.
Kalshi namora bancos para IPO
A liderança da Kalshi abriu as conversas já nesta semana, segundo pessoas próximas à empresa que descreveram as negociações para repórteres. Qualquer estreia pública ainda está a pelo menos um ano de distância, com fontes apontando o fim de 2027 ou 2028 como a janela mais realista.
Como parte da abordagem, a empresa pediu aos possíveis assessores que se conectem diretamente à sua plataforma, uma medida que daria aos clientes institucionais dos bancos uma via para negociar contratos de evento. A receita subiu para mais de US$ 2 bilhões em base anualizada, cerca de três vezes o nível registrado em novembro passado. Uma onda de apostas na NBA e na Copa do Mundo impulsionou grande parte desse salto.
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Volume da Kalshi supera o da Polymarket
O volume de negociação anualizado saltou de US$ 52 bilhões para US$ 178 bilhões ao longo dos seis meses até o início de maio, informou a empresa, com apenas o fluxo institucional crescendo 800% nesse período.
Uma listagem bem-sucedida marcaria um ponto de virada para os contratos de evento, levando um canto antes marginal das finanças para o centro do mainstream.
A Kalshi e a rival Polymarket ainda dominam o setor, com a Kalshi registrando US$ 16,81 bilhões em volume mensal em maio, contra US$ 7,08 bilhões da Polymarket, abaixo dos US$ 9,01 bilhões do mês anterior.
Kalshi enfrenta ações judiciais estaduais
Ainda assim, o caminho para uma estreia pública passa por forte resistência em nível estadual. O procurador-geral do Kentucky entrou com processo nesta semana contra as duas plataformas pelo que chama de apostas esportivas sem licença, e Connecticut avalia uma ação semelhante. Grupos da indústria de jogos também pediram separadamente ao Senado que proíba mercados de previsão ligados a esportes e apostas no estilo cassino.
Já os reguladores federais tratam as plataformas como sua própria jurisdição. A Commodity Futures Trading Commission afirma ter supervisão sob o Commodity Exchange Act e já processou vários estados que tentaram conter as plataformas.
O burburinho sobre IPO encerra uma fase frenética de negociações da empresa. A Kalshi levantou US$ 1 bilhão em maio, com avaliação de US$ 22 bilhões, em uma rodada liderada pela Coatue, com Sequoia Capital, Andreessen Horowitz e Morgan Stanley entre os investidores. Esse financiamento praticamente dobrou o valor da empresa em relação aos cerca de US$ 11 bilhões de cinco meses antes, e a Kalshi destinou o dinheiro a produtos institucionais e melhorias na negociação.
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