Kraken afirmou estar sendo extorquida por criminosos que ameaçam divulgar vídeos de sistemas internos após dois incidentes de acesso indevido a dados por insiders terem exposto cerca de 2.000 contas de clientes.
Detalhes do acesso de insiders
Nick Percoco, diretor de segurança da empresa‑mãe da Kraken, Payward, disse em 13 de abril que a corretora identificou e demitiu dois membros da equipe de suporte que acessaram de forma inadequada dados limitados de clientes.
O primeiro caso surgiu em fevereiro de 2025, depois que a empresa recebeu uma denúncia sobre um vídeo circulando em um fórum criminoso. A Kraken revogou o acesso do funcionário, conduziu uma investigação completa e notificou os clientes afetados.
Um segundo incidente seguiu um padrão semelhante. A corretora novamente agiu para cortar o acesso e alertar os usuários impactados. Nos dois casos, aproximadamente 2.000 contas foram potencialmente visualizadas, representando 0,02% da base total de clientes da Kraken.
"Nossos sistemas nunca foram violados; os fundos nunca estiveram em risco; não pagaremos esses criminosos; jamais negociaremos com agentes mal-intencionados", escreveu Percoco no X.
A Kraken disse que as exigências de extorsão chegaram pouco depois de o acesso do segundo funcionário ter sido revogado.
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Resposta da Kraken às autoridades
A empresa afirmou acreditar que reuniu provas suficientes para identificar e prender os responsáveis. A Kraken agora trabalha com autoridades federais em múltiplas jurisdições para processar todos os envolvidos.
Percoco observou que a investigação revelou esforços mais amplos de recrutamento de insiders, não apenas em empresas de cripto, mas também em companhias de jogos e de telecomunicações.
A corretora não compartilhou detalhes adicionais, citando a investigação em andamento.
Histórico de incidentes de segurança da Kraken
Esta não é a primeira vez que a Kraken lida com extorsão. Em junho de 2024, uma entidade que se apresentava como pesquisador de segurança explorou uma vulnerabilidade zero‑day para sacar cerca de US$ 3 milhões do tesouro da corretora, e depois exigiu pagamento em vez de devolver os fundos. A Kraken tratou esse caso como assunto criminal e cooperou com as autoridades.
O padrão de ameaças internas em toda a indústria cripto se intensificou nos últimos anos.
Operadores norte‑coreanos, em particular, têm mirado corretoras por meio de candidaturas de emprego falsas, tendo a própria Kraken identificado uma dessas tentativas durante uma entrevista de emprego em 2025.






