Sam Bankman-Fried recorreu à Suprema Corte dos Estados Unidos para tentar anular sua condenação por fraude, a pena de 25 anos de prisão e o confisco de cerca de US$ 11 bilhões ligados à FTX.
Principais pontos:
- Bankman-Fried quer que a Suprema Corte reavalie a condenação por fraude de 2023, a pena de 25 anos e o confisco de aproximadamente US$ 11 bilhões.
- A defesa sustenta que o júri deveria ter ouvido mais provas sobre a capacidade da FTX de ressarcir integralmente os clientes.
- Um pedido separado de perdão presidencial continua pendente, enquanto o Senado aprovou uma resolução simbólica contra qualquer clemência.
Recurso de Bankman-Fried
Bankman-Fried entrou com o pedido na quinta‑feira, 10 de setembro, após a Corte de Apelações do Segundo Circuito ter mantido sua condenação em junho. The New York Times e Bloomberg Law noticiaram a petição, que pede aos juízes que revisem o veredito e a sentença de 2023.
A defesa afirma que o juiz do caso restringiu indevidamente provas de que a FTX e a Alameda Research teriam ativos suficientes para, com o tempo, pagar os clientes. Segundo os advogados, os valores recuperados posteriormente na falência reforçam esse argumento. A petição classifica a revisão pela Suprema Corte como “urgentemente necessária” e sustenta ainda que o confisco de cerca de US$ 11 bilhões viola a Oitava Emenda, que proíbe multas excessivas.
Promotores federais rejeitam a tese de que reembolsos posteriores eliminariam a fraude original. A acusação se concentrou no uso não autorizado de bilhões de dólares em fundos de clientes, independentemente de as recuperações na falência virem ou não a devolver recursos aos credores.
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Riscos jurídicos no caso FTX
A Suprema Corte não é obrigada a aceitar o caso, e as chances são limitadas, já que o tribunal analisa apenas uma fração das petições recebidas. Jeffrey Fisher, advogado de Bankman-Fried na Suprema Corte e professor de Direito em Stanford, sustenta que o júri deveria ter tido acesso a provas indicando a ausência de perdas definitivas para os clientes.
O recurso corre em paralelo ao esforço de Bankman-Fried por clemência. Registros do Departamento de Justiça mostram que seu pedido de perdão presidencial está pendente, enquanto o presidente Donald Trump declarou, mais cedo neste ano, não planejar conceder perdão. Em julho, o Senado aprovou por unanimidade uma resolução não vinculante contra qualquer perdão, comutação de pena ou outra forma de clemência federal.
A disputa judicial decorre do colapso da FTX em novembro de 2022, quando uma onda de saques expôs uma crise de liquidez e levou a corretora à falência. Um júri federal condenou Bankman-Fried em 2023 por sete acusações de fraude e conspiração, e o Segundo Circuito confirmou a decisão, incluindo a ordem de confisco, em 12 de junho de 2026.
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