Ethereum, o cofundador Vitalik Buterin definiu três prioridades principais — resistência quântica, privacidade e escalabilidade — em um novo roteiro que orientará a rede até 2029.
Pontos-chave:
- O “Lean Ethereum” de Buterin coloca resistência quântica, privacidade e escalabilidade como metas centrais até 2029.
- As atualizações devem se estender por três a quatro anos e atingir quase todas as camadas da rede.
- Pesquisadores apoiam a visão, mas questionam se o cronograma é realista.
Buterin detalha o Lean Ethereum
Buterin publicou o “strawmap” no X no sábado, apresentando-o como um rascunho de trabalho, e não como um plano fechado.
O plano vai de 2026 a 2029 e alcança quase todas as camadas da rede. Ele comparou seu escopo ao Merge de setembro de 2022, que moveu o Ethereum de uma mineração de prova de trabalho intensiva em energia para um sistema de prova de participação.
O rascunho coroa meses de trabalho mais silencioso, incluindo um encontro de pesquisadores em Berlim há duas semanas e conversas anteriores com equipes de clientes em Svalbard. Buterin enquadrou as mudanças como estruturais, e não cosméticas, um sinal de que o Lean Ethereum pretende remodelar o protocolo base, não apenas ajustá-lo.
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Segurança quântica lidera as prioridades
A segurança quântica subiu rapidamente na agenda, e Buterin classificou como urgente uma correção “quantum-safe” para blobs. Blobs armazenam grandes volumes de dados de rollups com custo muito menor que transações comuns; por isso, sua segurança de longo prazo está no centro dos planos de escalabilidade do Ethereum. O trabalho em designs de blobs resistentes a quântica já dura vários meses.
A privacidade agora aparece como objetivo de primeira classe, e não como algo secundário, uma mudança notável para uma rede há muito focada em escalabilidade e descentralização. Buterin também apoiou uma nova máquina virtual, com leanISA e RISC-V entre os principais candidatos para privacidade programável e maior escalabilidade.
Especialistas questionam o cronograma do Ethereum
Dankrad Feist, pesquisador por trás do blockchain de pagamentos Tempo, aprovou o plano, mas argumentou que o cronograma de três a quatro anos é lento demais. Ele sugeriu que o desenvolvimento assistido por IA poderia comprimir o mesmo trabalho em cerca de um ano. Essa afirmação desloca o debate para coordenação e recursos, e não para a dificuldade técnica em si.
O analista cripto Ignas Fiodorovas apoiou as metas, mas duvidou que a fundação consiga cumprir as datas, citando um histórico de prazos descumpridos.
Ele também apontou tokenomics fracos para o Ether (ETH) como o ponto mais vulnerável do plano, uma preocupação ampliada à medida que o token cai em meio a uma queda mais ampla do mercado.
O roteiro chega enquanto a Fundação Ethereum passa por uma reestruturação profunda. O grupo cortou cerca de 20% de sua equipe no mês passado e estabeleceu a meta de reduzir o orçamento em 40% ao migrar para uma estrutura mais enxuta. Saídas recentes incluem Hsiao-Wei Wang, Tomasz Stańczak e os contribuidores Tim Beiko e Barnabé Monnot, que se afastaram em maio.
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