Alloy Compute divide modelos de IA entre GPUs e FPGAs para respostas mais rápidas

Alloy Compute claims sub-200-millisecond first-token responses from its combined AMD GPU and FPGA design, with performance data still unpublished. (Image: Shutterstock)
Alloy Compute claims sub-200-millisecond first-token responses from its combined AMD GPU and FPGA design, with performance data still unpublished. (Image: Shutterstock)

Alloy Compute afirma ter desenvolvido um sistema de inferência de IA que reparte o processamento de modelos de linguagem entre placas gráficas AMD e aceleradores programáveis, com o objetivo de reduzir drasticamente o tempo de resposta.

Alloy Compute reparte cargas de inferência

A empresa descreveu, em 31 de julho, o desenho da solução como uma arquitetura desagregada, em que cada fase da execução do modelo é encaminhada para o processador mais adequado. A maioria dos sistemas de inferência concentra todas as etapas num único tipo de chip. No caso da Alloy Compute, as GPUs AMD ficam responsáveis pelo prefill do prompt e pelas operações de atenção, enquanto os aceleradores FPGA tratam da decodificação de tokens e das camadas de mixture-of-experts.

A Alloy Compute ainda não divulgou resultados de benchmark e afirma estar na fase de integração do sistema, medindo latência, throughput, consumo energético e tráfego entre os dois tipos de chip. Programas de avaliação com clientes ainda não foram iniciados.

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Nour De Vos sustenta garantia de baixa latência

O fundador e CEO Nour de Vos argumenta que prefill, atenção e geração de tokens impõem exigências distintas ao hardware; por isso, executar todo o modelo numa única arquitetura acaba por desperdiçar capacidade. A empresa diz estar disposta a garantir tempos de resposta para o primeiro token inferiores a 200 milissegundos, mas apenas em implementações que respeitem limites pré-definidos de tamanho de modelo, comprimento de entrada e grau de concorrência. O trabalho inicial incide sobre modelos Qwen quantizados.

De Vos chegou à infraestrutura de IA vindo da mineração de criptomoedas em grande escala, um setor em que a rentabilidade depende de manter as máquinas permanentemente ocupadas e otimizar a conta de energia. Segundo ele, essa mesma visão de sistema — tratando chips, memória, rede e software como um conjunto integrado — foi determinante na conceção desta arquitetura.

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Murtuza Merchant

Murtuza é um jornalista financeiro experiente, com ampla atuação na cobertura de criptomoedas e tecnologia blockchain. Ele já contribuiu para a Benzinga e a Cointelegraph, entre outras publicações, reportando sobre tendências emergentes, o cenário regulatório e muito mais. Você pode encontrá-lo em @murtuza_merc no Twitter e mmerchant001 no Telegram. Divulgação: Murtuza possui ATOM, AKT, TIA, INJ e OSMO.

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