Anchorage Digital, Kamino e Solana (SOL) Company lançaram uma estrutura tripartite que permite que instituições tomem empréstimos usando SOL em stake nos mercados de crédito da Kamino, enquanto mantêm a garantia em custódia regulada.
O arranjo foi desenvolvido para resolver um obstáculo básico: a maior parte dos frameworks de compliance institucionais proíbe o depósito direto de ativos em smart contracts.
Como funciona
Nesse modelo, o SOL em stake permanece em contas segregadas no Anchorage Digital Bank, um custodiante de criptomoedas com autorização federal.
As instituições continuam recebendo recompensas de staking – cerca de 7% ao ano – enquanto acessam simultaneamente liquidez para empréstimos por meio da Kamino, um dos maiores protocolos DeFi de empréstimos na Solana.
A plataforma de gestão de colateral Atlas, da Anchorage, faz o monitoramento automatizado das razões empréstimo/valor (LTV), movimentações de margem e liquidações 24 horas por dia.
Os tomadores nunca transferem a garantia diretamente para o smart contract de um protocolo, que é justamente a etapa que historicamente manteve empresas reguladas afastadas dos empréstimos em DeFi.
Nathan McCauley, diretor‑executivo da Anchorage Digital, disse que a estrutura permite que instituições usem SOL em stake de forma “produtiva”, sem comprometer a custódia ou os controles de compliance.
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Quem está envolvido
A Solana Company é uma empresa de capital aberto criada em parceria com a Pantera Capital e a Summer Capital para atuar como um tesouro de SOL de longo prazo.
As ações HSDT eram negociadas perto de US$ 1,93 na quinta‑feira – próximo da mínima de 52 semanas – e a empresa registrou um prejuízo líquido de US$ 352,8 milhões no terceiro trimestre de 2025, segundo o Investing.com.
As empresas descrevem o arranjo como um modelo repetível para outras tesourarias corporativas e investidores de venture capital que buscam crédito em nível de protocolo com salvaguardas de custódia.
Contexto regulatório
O lançamento ocorre enquanto legisladores dos EUA seguem em impasse sobre como regulamentar as finanças descentralizadas.
O CLARITY Act, que foi aprovado pela Câmara em julho de 2025 com votação bipartidária de 294 a 134, travou no Senado depois que grandes players do setor retiraram publicamente o apoio por causa de mudanças na redação em janeiro de 2026.
Pontos cruciais de discordância incluem se desenvolvedores de DeFi não‑custodial devem enfrentar obrigações de compliance desenhadas para intermediários centralizados e como produtos de rendimento com stablecoins devem ser tratados.
O Comitê Bancário do Senado adiou uma votação marcada para 15 de janeiro e ainda não remarcou a sessão.
Até que esse framework seja finalizado, estruturas híbridas como o modelo Anchorage‑Kamino podem ser a principal forma de instituições acessarem mercados de empréstimos em DeFi permanecendo dentro das atuais balizas regulatórias.
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