O novo modelo de IA Mythos da Anthropic está forçando equipes de DeFi a olhar além dos smart contracts e confrontar riscos mais profundos em chaves, pontes e oráculos.
Mythos atinge a infraestrutura cripto
Durante anos, as finanças descentralizadas concentraram suas defesas em código auditado. O Mythos, projetado para encadear fraquezas entre sistemas, agora está atraindo atenção para as camadas que ficam abaixo desses contratos.
Isso inclui sistemas de gerenciamento de chaves, serviços de assinatura, pontes cross-chain e redes de oráculos, informou a CoinDesk em 25 de abril.
“Os maiores riscos estão na infraestrutura”, disse Paul Vijender, chefe de segurança na Gauntlet, ao veículo. Ele afirmou estar mais focado em ataques assistidos por IA contra camadas humanas e de infraestrutura do que em bugs de contratos.
Bancos como o JP Morgan já estão explorando o Mythos para testes de estresse, enquanto Coinbase e Binance teriam procurado a Anthropic em busca de acesso.
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Aave e Uniswap reagem
A mudança pesa mais em um sistema construído sobre composabilidade, em que protocolos compartilham liquidez e oráculos. Uma pequena falha em um canto pode se espalhar por todo o ecossistema.
Na Aave Labs, o fundador Stani Kulechov disse que a IA basicamente intensifica dinâmicas que já definem o DeFi. “A Web3 não é estranha a adversários bem financiados e motivados”, ele disse.
O chefe da Uniswap, Hayden Adams, afirmou que os builders que testarem e reforçarem sistemas cedo vão se destacar, enquanto o restante permanecerá exposto.
O pano de fundo é brutal. Desde 1º de abril, cerca de US$ 606 milhões foram drenados do DeFi em 12 hacks, incluindo a violação de US$ 285 milhões do Drift Protocol e o exploit de US$ 292 milhões na KelpDAO.
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