Bitcoin (BTC) afundou abaixo de US$ 60.000 na quarta-feira, atingindo o nível mais baixo desde outubro de 2024, cerca de 52% abaixo do recorde, enquanto constantes saídas de ETFs à vista aprofundaram o oitavo mês consecutivo de queda.
Pontos-chave:
- O Bitcoin caiu ao nível mais baixo desde outubro de 2024, cerca de 52% abaixo do recorde.
- ETFs de Bitcoin à vista perderam US$ 182 milhões nesta semana, sétima semana seguida de saídas.
- Uma base institucional maior está reduzindo a volatilidade em comparação com mercados de baixa anteriores.
Bitcoin cai abaixo de US$ 60.000
O Bitcoin caiu para cerca de US$ 59.000 na quarta-feira. Foi a terceira vez que ficou abaixo de US$ 60.000 neste ano, nível visto pela última vez em 10 de outubro de 2024. A queda aprofundou um recuo de aproximadamente 52% em relação à máxima histórica, perto de US$ 126.080, registrada em outubro de 2025.
Os fundos de Bitcoin à vista tiveram saída de US$ 182 milhões até agora nesta semana, caminhando para a sétima semana seguida de resgates líquidos, sua maior sequência negativa desde a estreia dos fundos em janeiro de 2024.
O total de ativos nesses fundos caiu para US$ 77,5 bilhões, ante cerca de US$ 113 bilhões no fim de 2025.
A matemática é mecânica. Quando os investidores resgatam, os emissores precisam vender imediatamente as moedas subjacentes, despejando nova oferta em um mercado já com pouca demanda. O sangramento não deu trégua.
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Callahan aponta mercado de Bitcoin mais calmo
O capital migrou de cripto para ações de IA, novos IPOs e mercados de previsão ao longo de 2026, reduzindo a liquidez disponível para o Bitcoin, mesmo com alguns investidores de longo prazo continuando a comprar durante a queda. Cada nova pernada de baixa agora encontra menos compradores.
Um Federal Reserve agressivo e juros mais altos dos Treasuries comprimiram os ativos de risco em 2026, deixando pouco apetite por apostas especulativas. Os cortes de juros que impulsionaram o rali de 2025 permanecem fora de cogitação, mantendo os investidores institucionais cautelosos. Operadores também passaram a quarta-feira se reposicionando em torno dos resultados corporativos.
Sam Callahan, diretor de estratégia e pesquisa de Bitcoin na OranjeBTC, argumentou que uma base de investidores muito mais ampla, agora ancorada por ETFs e tesourarias corporativas, está amortecendo as oscilações em ambas as direções. Ele chama esta de “a melhor fase de mercado de baixa até agora”, citando maior liquidez e uma participação menor do varejo em comparação com ciclos anteriores.
O Bitcoin recuperou o patamar de US$ 60.000 horas após a mínima, mas o repique pouco fez para mudar a tendência mais ampla de baixa. A moeda registrou seu recorde perto de US$ 126.080 em outubro passado e desde então devolveu mais da metade do valor. A queda de quarta-feira foi a terceira quebra abaixo de US$ 60.000 neste ano e o oitavo mês consecutivo de perdas.
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