Um invasor da bridge Verus-Ethereum (ETH) drenou 103,6 tBTC, 1.625 ether e 147.000 USD Coin (USDC) na segunda-feira, trocando o saque por mais de US$ 11 milhões.
Detalhes do Exploit da Verus Bridge
O invasor agiu contra a bridge cross-chain que permite aos usuários moverem valor entre a rede Verus e o Ethereum, incluindo ETH e ativos ERC-20, informou a CoinDesk.
A empresa de análise on-chain PeckShield sinalizou o incidente nas redes sociais. O explorador depois trocou os tokens roubados por 5.402,4 ETH e agora mantém os recursos no endereço 0x65Cb8b128Bf6e690761044CCECA422bb239C25F9.
O tBTC roubado é o Bitcoin tokenizado (BTC) da Threshold Network. A Verus havia promovido sua bridge como um design não custodial, apoiado por provas criptográficas de mineradores e stakers, em contraste com os esquemas de multisig que falharam em ataques anteriores.
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Ataques a Bridges Continuam a Aumentar
O exploit de segunda-feira segue um padrão conhecido. Invasores continuam atingindo a infraestrutura que conecta as redes, em vez dos smart contracts que rodam sobre elas.
A exchange cripto Phemex observou que as duas maiores perdas do ano, o drain de US$ 285 milhões do protocolo Drift em abril e o ataque de US$ 292 milhões à Kelp DAO no fim do mesmo mês, ambas remontam a componentes cross-chain. Quatro dos menores exploits de 2026 também tiveram como alvo infraestrutura relacionada a bridges.
“Isso não é coincidência e corresponde ao padrão histórico em que exploits em bridges consistentemente produzem as maiores perdas individuais em qualquer ano”, disse a exchange.
Risco Cross-Chain em 2026
As bridges continuam sendo o alvo mais vulnerável das criptos neste ano. O ataque à Kelp DAO em abril explorou o sistema de mensagens cross-chain da LayerZero, liberando 116.500 rsETH para uma carteira controlada pelo invasor e espalhando danos por cerca de 20 redes onde o colateral de ether empacotado ficou preso.
A perda de US$ 285 milhões da Drift em 1º de abril não veio de um bug de código, mas de chaves administrativas comprometidas, com os fundos roubados sendo enviados para o Ethereum através do Cross-Chain Transfer Protocol da Circle antes de serem lavados. As perdas totais no DeFi já haviam ultrapassado US$ 750 milhões em meados de abril, segundo dados da DefiLlama e da PeckShield, com o hack de US$ 552 milhões da Ronin Network em 2022 ainda figurando entre os maiores da história das criptos.
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