Os acionistas da Capital B aprovaram um amplo mandato de financiamento que pode apoiar um dos maiores planos de tesouraria corporativa em Bitcoin (BTC) da Europa.
Pontos-chave:
- Capital B obteve aprovação para até €5 bilhões em capacidade de emissão de ações e até €100 bilhões em instrumentos de crédito.
- A empresa listada na França diz que sua estratégia de tesouraria visa aumentar o Bitcoin por ação totalmente diluída ao longo do tempo.
- O plano dá flexibilidade à gestão, mas as compras futuras ainda dependem do acesso ao mercado e da execução.
Financiamento da Capital B
A Capital B, empresa listada na França anteriormente conhecida como The Blockchain Group, informou que os acionistas aprovaram o pacote de financiamento após sua assembleia geral de 17 de junho.
A empresa disse que as resoluções sustentam sua estratégia de Bitcoin Treasury Company, construída em torno de captar capital e usá-lo para expandir as reservas de Bitcoin ao longo do tempo.
O mandato permite até €5 bilhões em aumentos de capital e até €100 bilhões em instrumentos de crédito, de acordo com a comunicação da assembleia geral anual da empresa.
Essas aprovações não significam que o valor total será utilizado.
Elas concedem à administração autoridade para emitir ações, usar instrumentos de dívida e buscar futuras compras de Bitcoin se as condições de mercado e decisões internas permitirem tais movimentos.
A Capital B afirma já deter 3.139 BTC e estabeleceu a meta de longo prazo de adquirir 1% da oferta circulante de Bitcoin, ou cerca de 210.000 BTC, até 2033.
Essa meta permanece incerta porque depende do acesso ao financiamento, do preço do Bitcoin, do apoio dos acionistas e da capacidade da empresa de executar ao longo de vários anos.
Leia também: A Amazon enterra biopic concluído sobre Sam Altman após aposta de US$50B na OpenAI
Tesouraria em Bitcoin
A aprovação é importante porque mostra que o modelo corporativo de tesouraria em Bitcoin está ganhando espaço no mercado público fora dos Estados Unidos.
Strategy, anteriormente MicroStrategy, transformou essa abordagem em um modelo visível ao captar capital, comprar Bitcoin e oferecer aos investidores de ações exposição a um veículo corporativo alavancado de acumulação.
A Capital B tenta adaptar esse modelo para a Europa, onde veículos de tesouraria listados ainda são menos desenvolvidos do que no mercado dos EUA.
A estrutura pode atrair investidores em mercados de alta, porque uma empresa pode aumentar a exposição ao Bitcoin por ação por meio de financiamentos e compras repetidos.
Ela também traz riscos claros.
A emissão de novas ações pode diluir os acionistas, a dívida pode elevar a pressão sobre o balanço e a volatilidade do Bitcoin pode enfraquecer o modelo durante uma queda prolongada. Agora, os investidores observarão se a Capital B passará da autorização para a captação efetiva, a emissão de dívida ou novas compras de BTC.
Eles também acompanharão como o mercado avalia a empresa em relação às suas reservas de Bitcoin, já que empresas de tesouraria costumam negociar com base tanto nos ativos atuais quanto nas expectativas de acumulação futura.
A tendência mais ampla de tesouraria em Bitcoin ganhou força depois que a Strategy tornou o BTC um ativo central do balanço, transformando as finanças corporativas em outra via de exposição institucional ao Bitcoin.
Leia a seguir: A saída de US$417 mil da baleia de Zcash coloca o suporte de US$400 sob pressão





