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Como uma pessoa perdeu US$ 282 milhões em cripto mesmo usando a segurança de uma carteira de hardware

Como uma pessoa perdeu US$ 282 milhões em cripto mesmo usando a segurança de uma carteira de hardware

Uma única vítima perdeu mais de US$ 282 milhões em Bitcoin (BTC) e Litecoin (LTC) em um golpe de engenharia social envolvendo carteira de hardware, descrito pelo investigador de blockchain ZachXBT como um dos maiores roubos individuais divulgados até agora em 2026.

O invasor rapidamente começou a lavar os recursos convertendo os criptoativos roubados em Monero por meio de várias exchanges instantâneas, atividade que, segundo ZachXBT, coincidiu com um forte movimento de alta em XMR.

ZachXBT também disse que parte do Bitcoin foi transferida entre redes via THORChain enquanto o ladrão tentava fragmentar o rastro.

Como ocorre um roubo envolvendo carteira de hardware

As carteiras de hardware são projetadas para proteger chaves privadas, mas os golpes cada vez mais se concentram na pessoa, não no dispositivo.

Em casos de engenharia social, os atacantes geralmente se fazem passar por partes confiáveis, pressionam as vítimas a agir com urgência e as enganam para que aprovem transações maliciosas ou revelem informações sigilosas.

O ponto em comum é que a própria vítima autoriza a violação, às vezes assinando uma transação que não entende totalmente, às vezes seguindo instruções de um impostor convincente, tornando a prevenção tanto um problema de educação e experiência do usuário quanto de segurança.

Por que Monero e trilhas cross-chain continuam aparecendo

Ativos com foco em privacidade e caminhos cross-chain são ferramentas recorrentes na lavagem pós-roubo porque podem dificultar o rastreamento, mesmo quando o roubo inicial é visível on-chain.

Neste caso, o invasor converteu BTC e LTC em Monero via exchanges instantâneas e também fez a ponte de fundos entre diferentes redes.

Investigadores e equipes de compliance costumam observar padrões como trocas rápidas, salto entre plataformas e transferências cross-chain que buscam quebrar a continuidade de um rastro.

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Grandes roubos e hacks em cripto

Hack da Bybit (fevereiro de 2025): A Bybit afirmou que cerca de US$ 1,5 bilhão em cripto foi roubado de uma carteira de ether; o FBI posteriormente atribuiu o incidente a agentes cibernéticos norte-coreanos.

Ataque à Nobitex (junho de 2025): Um ataque à Nobitex, do Irã, causou o roubo de cerca de US$ 90 milhões, que analistas de blockchain descreveram como politicamente motivado.

Roubo de Bitcoin da DMM (maio de 2024): A DMM Bitcoin, do Japão, relatou a perda de 4.502,9 Bitcoin, no valor de cerca de US$ 308 milhões na época, o que motivou forte escrutínio regulatório.

Exploit da Orbit Chain (janeiro de 2024): A ponte cross-chain Orbit Chain sofreu um exploit de US$ 81 milhões, destacando o risco contínuo em bridges.

Comprometimento da Radiant Capital (outubro de 2024): A análise de segurança descreveu um ataque baseado em enganar signatários para aprovarem transações maliciosas, outro exemplo de comprometimento na “camada das pessoas”.

Tendência de hacks (2024–2025): A Chainalysis relatou US$ 2,2 bilhões roubados em 2024, e depois apontou mega-hacks e uma mudança de foco dos atacantes para serviços centralizados e alvos individuais.

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