Ethereum (ETH) recuou em direção à marca de US$ 2.000 nesta semana, e a estrutura do gráfico agora aponta para uma possível queda em direção a US$ 1.800 se esse piso tão observado ceder.
Pontos-chave
- Ethereum fechou abaixo de US$ 2.000 no fim de maio pela primeira vez desde março, depois de recuperar ligeiramente acima desse nível.
- A quebra abaixo do triângulo ascendente no diário deixou US$ 2.400 como resistência e US$ 1.800 como o próximo grande suporte.
- O fluxo de ordens ainda pende para os vendedores, com o taker buy sell ratio preso perto de 0,98, abaixo da linha neutra.
Ethereum rompe suporte do triângulo
O Ethereum caiu abaixo de US$ 2.000 em 28 de maio, um nível que não perfurava para baixo desde março. A queda veio após um rompimento limpo do piso de US$ 2.100 que havia se mantido em três testes distintos no início do mês. O aumento no volume negociado durante o rompimento sugeriu que o movimento era real, e não apenas uma breve sacudida, e a vela semanal fechou perto da mínima.
Esse movimento confirmou a quebra abaixo do triângulo ascendente que vinha se formando no gráfico diário entre fevereiro e maio, encerrando meses de mínimas mais altas.
O preço agora é negociado abaixo da média móvel de 100 dias, próxima de US$ 2.200, e bem abaixo da média de 200 dias, em queda, em torno de US$ 2.500. A faixa de US$ 2.400 permanece acima como a principal barreira, alinhada a uma grande zona de oferta e ao antigo ponto de rompimento. O RSI escorregou em direção à região de sobrevenda, um sinal de pressão de baixa constante que persiste mesmo após o preço ter se estabilizado perto de US$ 2.000.
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Vendedores mantêm controle do fluxo de ordens
No gráfico de quatro horas, o Ethereum continua escorregando dentro de um canal descendente que guiou a ação do preço ao longo de maio. O token caiu cerca de 5% na última semana, enquanto o sentimento mais amplo azedou para medo extremo, e os compradores ainda não conseguiram montar uma reação convincente a partir da zona de demanda em US$ 2.000.
A borda superior do canal, perto de US$ 2.150, marca o primeiro obstáculo real em qualquer movimento de alta. Resistências mais pesadas se acumulam em US$ 2.250, seguidas pela zona de oferta perto de US$ 2.400, que tem rejeitado o preço repetidamente. Um fechamento diário abaixo de US$ 2.000 exporia a borda inferior do canal e aumentaria as chances de um recuo em direção a US$ 1.800.
O fluxo de ordens aponta na mesma direção, com o taker buy sell ratio em torno de 0,98 e mantendo-se abaixo da linha neutra de 1,0. Leituras abaixo desse patamar indicam que os vendedores agressivos ainda superam os compradores nas corretoras, e uma recuperação duradoura provavelmente exigiria que o indicador reconquistasse e sustentasse níveis acima de 1,0.
O Ethereum já acumula uma longa sequência de perdas semanais, caindo das máximas de abril, perto de US$ 2.500, enquanto o token acompanha a fraqueza das ações de tecnologia. As entradas líquidas em fundos à vista não voltaram a crescer de forma significativa desde um breve salto em abril, mantendo uma importante fonte de demanda à margem. O ativo iniciou o ano perto de US$ 3.000 antes de escorregar de forma constante durante a primavera, à medida que temores de recessão pressionavam os ativos de risco.
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