Trezor revelou uma falha de hardware no chip de elemento seguro dentro de sua carteira principal Safe 7, ao mesmo tempo em que afirma que os fundos dos clientes permanecem totalmente protegidos.
Pontos-chave:
‣ A Trezor divulgou uma vulnerabilidade no chip de elemento seguro TROPIC01 que equipa sua carteira de hardware Safe 7. ‣ A equipe Donjon da Ledger descobriu a falha usando um ataque de injeção de falhas com laser realizado em um laboratório controlado. ‣ A exploração exige posse física do dispositivo, portanto os fundos dos usuários continuam protegidos.
Falha no chip da Trezor Safe 7 revelada
A fraqueza está localizada no elemento seguro TROPIC01, uma das três camadas independentes incorporadas na recém-lançada Safe 7, e surgiu durante uma auditoria de segurança externa. Pesquisadores da unidade Donjon da Ledger, a equipe interna de segurança de uma concorrente de longa data da Trezor, realizaram os testes nos últimos meses.
Esses engenheiros contornaram a verificação de firmware do chip com um único e preciso disparo de laser, expondo um dos três segredos que protegem o PIN do usuário e reduzindo a proteção da carteira de três camadas para duas.
A fabricante do chip, Tropic Square, posteriormente encontrou uma segunda rota de ataque ligada ao mecanismo que verifica o PIN do usuário. A empresa planeja reter todos os detalhes técnicos até que uma versão atualizada do chip chegue aos compradores. A Safe 7 combina o TROPIC01 com um segundo elemento seguro certificado, de modo que um invasor ainda teria de derrotar ambos os chips para alcançar a seed.
As carteiras dos usuários nunca foram comprometidas.
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Cyvers e Matej Žák avaliam o risco
A empresa de segurança em blockchain Cyvers reiterou a visão de que os fundos permanecem seguros, observando que o exploit exige posse física da carteira, desmontagem completa e equipamentos de laboratório raros. Deddy Lavid, diretor‑executivo da empresa, alertou que os detentores comuns enfrentam ameaças muito maiores, citando “phishing, roubo de seed phrase” e assinatura cega de transações. Até agora não surgiram ataques no mundo real nem dispositivos adulterados.
O diretor‑executivo da Trezor, Matej Žák, afirmou que a divulgação coordenada deve servir como referência para todo o setor. Ele apresentou a auditoria aberta como evidência de que hardware publicamente verificável torna a autocustódia mais segura, embora a empresa não tenha detalhado qualquer plano de reembolso para os compradores.
A divulgação segue um episódio de março de 2025, quando os mesmos pesquisadores apontaram fragilidades de firmware nos modelos mais antigos Safe 3 e Safe 5. Equipes de segurança também já demonstraram ataques de glitch de voltagem em hardwares Trezor anteriores, um método de baixo custo que extraía diretamente as seed phrases dos chips de modelos mais antigos.
Carteiras frias como a Safe 7 ainda protegem ativos como Bitcoin (BTC) muito melhor do que carteiras quentes que mantêm as chaves privadas conectadas à internet.
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