A DeepSeek, da China, lançou na sexta-feira um novo modelo de inteligência artificial que ficou aquém de fechar a diferença de desempenho com os principais laboratórios dos EUA.
Segundo a Bloomberg, o resultado esfriou as expectativas que vinham crescendo desde que a versão anterior da empresa, o modelo R1, chocou o setor em janeiro de 2025, de acordo com reportagem.
O que o modelo entregou
A DeepSeek publicou o novo modelo após meses de expectativa.
Os resultados em benchmarks mostraram que ele não conseguiu igualar o desempenho de ponta dos modelos atuais dos EUA.
A distância entre os laboratórios de fronteira de IA chineses e americanos permaneceu. A DeepSeek não havia respondido publicamente à avaliação da Bloomberg até o momento da publicação.
O modelo R1 da DeepSeek chegou em janeiro de 2025 e imediatamente atraiu atenção global. A empresa afirmou que ele igualava os principais modelos dos EUA com uma fração do custo de treinamento divulgado.
O lançamento agitou investidores de tecnologia e desencadeou um amplo debate sobre os controles de exportação dos EUA para chips avançados destinados à China. As alegações de custo do R1 foram contestadas por alguns pesquisadores, mas a competitividade do modelo em vários benchmarks foi amplamente reconhecida.
Aquele lançamento de janeiro tornou a DeepSeek o laboratório de IA mais comentado fora dos Estados Unidos durante boa parte do início de 2025. Esperava-se que o novo lançamento ampliasse esse ímpeto. Com base na reportagem da Bloomberg, isso não aconteceu.
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O contexto das exportações de chips
As restrições dos EUA à exportação de semicondutores avançados para a China continuaram em vigor na entrada de 2026. Esses controles foram projetados em parte para desacelerar o desenvolvimento de IA na China, ao limitar o acesso a hardware de treinamento de alto desempenho.
O R1 da DeepSeek vinha sendo usado como evidência de que laboratórios chineses poderiam contornar essas limitações. O desempenho mais fraco do novo modelo pode reforçar o argumento de que as restrições a chips estão surtindo o efeito pretendido. Essa tese provavelmente será testada à medida que surjam mais dados independentes de benchmarks.
O que vem a seguir
O resultado não retira a DeepSeek do cenário competitivo. O laboratório já demonstrou capacidade de produzir modelos eficientes em custo e com bom desempenho. Uma diferença menor em tarefas específicas ainda é possível em versões futuras.
Investidores e formuladores de políticas que acompanham a competição em IA entre EUA e China avaliarão se esse desfecho é apenas um revés temporário ou o início de uma divergência mais duradoura.
Ainda não houve anúncio oficial sobre o cronograma para o próximo lançamento da DeepSeek.
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