Bitcoin (BTC) pode despencar para US$ 20.000 — uma queda de 84% em relação à máxima histórica de US$ 126.000 alcançada em out. de 2025 — se a criptomoeda não conseguir manter o nível de suporte de US$ 50.000, alertou o crítico ferrenho Peter Schiff, pedindo que investidores vendam imediatamente.
O que aconteceu: Schiff prevê queda de 84%
Schiff, um cético de longa data em relação à maior criptomoeda, argumentou que uma quebra abaixo de US$ 50.000 agora parece provável e prepararia o terreno para um teste da região de US$ 20.000. Ele apontou para a combinação sem precedentes de alavancagem, participação institucional e capitalização de mercado em jogo no ciclo atual como motivos para esta queda poder ser mais severa do que as anteriores.
"Toda vez que o Bitcoin faz uma nova máxima, os ‘pumpeiros’ dizem que esse tipo de volatilidade ficou no passado", escreveu Schiff. "Depois, após o crash, eles dizem: ‘Bem, é assim que o Bitcoin funciona’."
No início deste mês, Schiff destacou prejuízos não realizados na Strategy de Michael Saylor como evidência de que a onda de vendas ainda tinha espaço para continuar. Ele também questionou a viabilidade do BTC como ativo de reserva para bancos centrais, citando sua volatilidade, e expressou dúvidas sobre a durabilidade do interesse institucional na criptomoeda.
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Por que importa: saídas de ETFs aceleram
O alerta surge enquanto ETFs de Bitcoin à vista registram o terceiro dia consecutivo de saídas líquidas, com US$ 165,76 milhões deixando os fundos em 19 de fevereiro. IBIT da BlackRock respondeu por quase tudo isso, com US$ 164,06 milhões.
O BTC caiu mais 2% no dia, mas manteve o nível de US$ 67.000, enquanto os pedidos iniciais de auxílio-desemprego vieram abaixo do esperado. A Glassnode publicou uma análise mostrando que a criptomoeda enfrenta um teste crítico em US$ 70.000, com todas as tentativas de recuperar esse nível desde o início de fevereiro sendo barradas por exaustão da demanda. A baixa liquidez, disse a empresa, dificulta o retorno à faixa de US$ 70.000 a US$ 80.000.
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