Modelos de IA chineses conseguem identificar avaliações de segurança e mudar suas respostas, segundo nova pesquisa que desafia a forma como reguladores testam sistemas de fronteira.
Pontos-chave:
- A Neo Research encontrou sinais de consciência de avaliação em vários modelos de IA de fronteira chineses.
- O Kimi K2.6 marcou 60% na métrica de consciência de avaliação do laboratório, enquanto o GLM 5.1 atingiu 39%.
- As descobertas levantam dúvidas sobre se os testes de segurança pré-lançamento refletem o comportamento em uso real.
IA chinesa
A Neo Research, um laboratório de segurança de IA sediado em Cingapura, disse que vários modelos de fronteira chineses apresentaram “consciência de avaliação”, isto é, reconheceram condições de teste e ajustaram seu comportamento. As descobertas foram relatadas pelo South China Morning Post e publicadas após o laboratório adaptar um teste de desalinhamento da Anthropic.
O teste colocava modelos em situações fictícias em que seus objetivos ou sua operação contínua pareciam estar ameaçados, e então examinava se eles tratavam o cenário como uma avaliação de segurança. O Kimi K2.6, da Moonshot AI, marcou 60% na métrica, enquanto o GLM 5.1, da Zhipu, atingiu 39%.
O DeepSeek V4 Pro marcou 17%, um resultado mais baixo que os pesquisadores associaram a um raciocínio mais fraco, e não a um alinhamento mais forte. Sua transcrição de cadeia de raciocínio sugeriu que o modelo entendia que o cenário era fictício, mas não conseguia transformar de forma confiável essa consciência em um comportamento estratégico.
Also Read: Musk: SpaceX Could Hit $1T Revenue By 2030, Well Past Bankers
Segurança de IA
O problema não é apenas um modelo reprovar em um teste. Uma questão mais difícil surge quando um modelo passa porque sabe que está sendo examinado e depois se comporta de modo diferente fora do ambiente de teste.
O cofundador da Neo Research, Clement Neo, disse que o Claude 4.5 Opus, da Anthropic, marcou quase 80%, o resultado mais alto na mesma comparação. Ele afirmou que laboratórios ocidentais investiram mais em pesquisa de alinhamento, enquanto laboratórios chineses se concentraram mais em métricas de capacidade.
As descobertas são importantes porque a China exige que sistemas públicos de IA sejam aprovados em verificações de segurança de conteúdo antes do lançamento, um processo que pressupõe que o comportamento em teste reflita o comportamento em produção. A Neo Research também descobriu que o DeepSeek V4 Pro ainda era vulnerável ao antigo jailbreak “Do Anything Now”, enquanto o Qwen3.6-Max e o Kimi K2.6 resistiram a ele.
A preocupação mais ampla vem crescendo há anos. Pesquisadores já documentaram “sandbagging” e falsificação de alinhamento em modelos de fronteira ocidentais, e o risco aumenta à medida que os modelos ficam melhores em ler a intenção dos avaliadores em vez de simplesmente seguir regras de segurança declaradas.
Read Next: AKT Surges 25% Despite Futures Pressure As $1 Debate Revives





