Ethereum (ETH) está processando mais transações do que nunca, mas seu token caiu abaixo de US$ 2.200 após um maio fraco.
Atividade da Ethereum atinge recorde histórico
As transações mensais na rede ultrapassaram 70 milhões, um novo recorde histórico, mesmo com as taxas e a receita do protocolo continuando a cair.
Essa diferença está no centro de uma questão que agora atrai novo debate entre analistas: se o mercado está precificando mal a Ethereum ou simplesmente a precificando corretamente.
À primeira vista, a queda das taxas e da receita torna a recente fraqueza do ETH aparentemente razoável. O token caiu cerca de 6,2% em maio e continua atrás do Bitcoin (BTC) na maioria dos principais prazos.
Mas a situação on-chain aponta na direção oposta. Transações mais baratas parecem estar atraindo mais usuários para a rede, e as taxas medianas caíram para mínimas históricas, perto de uma fração de centavo.
Por que taxas mais baixas prejudicam o ETH
A compressão de custos remonta ao upgrade Fusaka, que aumentou o limite de gás por bloco e barateou para os rollups de Camada 2 liquidarem dados na rede principal.
Taxas mais baixas, porém, enfraquecem um dos vetores otimistas da Ethereum. A rede queima menos ETH por meio de seu mecanismo de destruição de taxas quando o gás está barato, o que reduz a pressão deflacionária que sustentou o token durante ciclos de taxas elevadas.
O resultado é uma rede mais utilizável, mas, no curto prazo, menos fortemente otimista em termos de economia do token — uma tensão que analistas dizem explicar parte da desconexão entre uso e preço.
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Queda recente do preço do ETH
Maio tem sido um mês difícil para os detentores de ETH, com o token agora sendo negociado perto de US$ 2.100, abaixo de todas as principais médias móveis e bem aquém da resistência de US$ 2.400 que não conseguiu superar, permanecendo distante de sua máxima de agosto de 2025, perto de US$ 4.946.
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