Bitcoin (BTC) caiu abaixo de US$ 62.500 na quarta-feira após uma rejeição perto de US$ 64.500, colocando o suporte em US$ 61.200 de volta em foco antes de importantes dados de inflação nos EUA.
Pontos-chave:
- O bitcoin não conseguiu se manter acima de US$ 64.000 e rompeu abaixo da linha de tendência de suporte em US$ 62.500 no gráfico horário.
- Principais níveis de baixa agora estão em US$ 61.200 e US$ 60.200, com US$ 58.500 visto como o último piso de curto prazo.
- O relatório de inflação dos EUA de quarta-feira pode decidir se o mercado se estabiliza ou estende a queda.
Preço do Bitcoin rompe suporte em US$ 62.500
A queda começou quando os compradores falharam em superar a zona de resistência em US$ 64.500, desfazendo boa parte da alta a partir das mínimas da semana passada. Em seguida, os vendedores empurraram o preço abaixo de US$ 63.500, e o gráfico horário mostrou um rompimento abaixo de uma linha de tendência de alta que vinha sustentando o mercado em US$ 62.500. A queda também levou o par para baixo da média móvel simples de 100 períodos no horário, um indicador que traders de curto prazo usam para medir a direção.
O recuo já apagou mais da metade do movimento de alta desde a mínima de US$ 59.070 até a máxima recente em US$ 64.613. O momento conta uma história semelhante, com o MACD horário ganhando força em território baixista e o RSI escorregando para baixo da marca neutra de 50.
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Analistas observam o CPI e o suporte em US$ 60.000
Observadores de gráfico agora veem US$ 61.200, o nível de retração de Fibonacci de 61,8% da última pernada de alta, como a primeira linha de defesa dos compradores. Abaixo disso estão US$ 60.950 e a zona de US$ 60.200, enquanto uma correção mais profunda pode expor US$ 59.000 e o piso em US$ 58.500, que tem definido a faixa recente. Na parte de cima, os compradores precisam de um fechamento acima de US$ 62.200 para reabrir o caminho em direção a US$ 64.000, com US$ 66.000 e US$ 66.500 aparecendo como obstáculos maiores adiante.
O risco macro se soma ao estrago técnico, já que o relatório de preços ao consumidor de maio sai na quarta-feira e as projeções apontam para uma aceleração da inflação anual de 3,8% para 4,2%. O analista CryptoBullet alertou que o bitcoin ainda não caiu abaixo de seu preço realizado, na faixa dos US$ 50.000 médios, um patamar que marcou o fundo final em mercados de baixa anteriores.
O BNP Paribas agora espera que o Federal Reserve volte a elevar juros em dezembro, mais um vento contrário para uma classe de ativos já carente de novos fluxos.
A queda estende um período difícil para a maior criptomoeda. O bitcoin chegou a se recuperar brevemente em direção a US$ 62.500 no início da semana após ter caído abaixo de US$ 60.000, mas ainda é negociado cerca de 40% abaixo de sua máxima histórica. Um mergulho abaixo de US$ 63.000 no começo de junho, o primeiro rompimento desse nível desde o fim de fevereiro, eliminou mais de US$ 1,1 bilhão em posições alavancadas em um único dia.
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