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Dogecoin lidera recuperação das meme coins com rali do Bitcoin, mas ETF continua em segundo plano

Dogecoin lidera recuperação das meme coins com rali do Bitcoin, mas ETF continua em segundo plano

Dogecoin (DOGE) disparou cerca de 15% em 24 horas na quarta-feira, o maior ganho entre as 100 maiores criptomoedas por capitalização de mercado, enquanto o Bitcoin (BTC) subiu 7,7%, para aproximadamente US$ 73.961.

O rali levou o DOGE de volta para cerca de US$ 0,102, reduzindo sua perda em 30 dias para algo em torno de 6%.

Ethereum (ETH) avançou 10%, para US$ 2.183 no mesmo período, enquanto a categoria mais ampla de meme coins ganhou cerca de 5% – bem abaixo do movimento diário do DOGE.

A divergência reflete o beta historicamente amplificado dessa classe de ativos em relação aos ralis do Bitcoin.

O que aconteceu

O volume de negociação de 24 horas do DOGE no par de Binance com USDT ultrapassou US$ 197 milhões, segundo a CoinGecko – aproximadamente 50% acima do par BNB/USDT na mesma corretora e janela de tempo.

Outras meme coins também acompanharam o movimento: a Ethereum-based PEPE ganhou 8,8%, para US$ 0,00000535, e o BONK de Solana (SOL) avançou 7,5%, para US$ 0,0000056.

A Fartcoin saltou quase 12%, para US$ 0,18, mas o token ainda é negociado cerca de 93% abaixo de sua máxima histórica de US$ 2,48, registrada em janeiro de 2025.

A meme coin TRUMP, lançada pelo Presidente Trump no mesmo dia em que a Fartcoin atingiu o pico, subiu apenas 1,2%, para US$ 3,46 – mais de 95% abaixo de sua própria máxima histórica.

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Por que isso importa

Apesar do domínio do DOGE em volume de varejo, seus produtos de ETF à vista atraíram capital institucional praticamente irrelevante.

Os aportes acumulados nos ETFs de DOGE da Bitwise e da Grayscale somam aproximadamente US$ 7,45 milhões desde o lançamento, segundo dados da SoSoValue – valor que fica muito aquém dos US$ 55 bilhões e US$ 11 bilhões captados, respectivamente, pelos ETFs de Bitcoin e Ethereum.

Os ETFs de DOGE passaram 30 dias sem receber um único dólar de fluxo líquido antes de registrarem uma entrada modesta de US$ 779.000 em 2 de março, o maior fluxo diário desde o início de janeiro. Em 4 de março, esses mesmos produtos voltaram a registrar saídas, de acordo com o The Market Periodical.

O contraste é gritante: o DOGE gera centenas de milhões de dólares em volume diário nas corretoras, impulsionado quase inteiramente pelo varejo e por operações alavancadas, enquanto os produtos institucionais encontram pouca tração.

O token continua sendo um instrumento especulativo de alto beta, cuja trajetória de preço depende quase inteiramente da direção do Bitcoin, sem utilidade subjacente ou desenvolvimento de protocolo que sustentem uma demanda independente.

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