Hacker ligado ao caso Coldcard testa rota via THORChain enquanto 10% dos fundos roubados são movimentados

Stolen Coldcard funds begin moving through THORChain into Ether while most Bitcoin remains untouched. (Image: Shutterstock)
Stolen Coldcard funds begin moving through THORChain into Ether while most Bitcoin remains untouched. (Image: Shutterstock)

Um hacker ligado à terceira vaga de roubos da Coldcard movimentou cerca de 10% do Bitcoin (BTC) furtado através da THORChain para Ether (ETH), abrindo uma nova trilha de rastreio na rede Ethereum, enquanto aproximadamente 90% dos fundos permanece intacto.

Principais pontos

  • Esta é a primeira movimentação observada a partir dos endereços originais usados nas três vagas de ataques atribuídas ao caso Coldcard.
  • Analistas onchain seguiram os fluxos via THORChain até um novo endereço na rede Ethereum.
  • A maior parte dos fundos da terceira vaga continua imobilizada.

Movimentação dos Bitcoins roubados

O chefe de pesquisa da Galaxy, Alex Thorn, afirmou que o atacante começou a converter os Bitcoins desviados em Ether, mas que falhas sucessivas nas operações o obrigaram a reenviar várias transações. Foi a primeira vez que valores saíram, onchain, dos endereços usados em qualquer uma das três vagas de ataques.

“O hacker parece estar tendo dificuldades para escoar todos os fundos pela THORChain... as operações seguem sendo estornadas, e ele continua a tentar de novo”, disse Thorn.

Os reembolsos repetidos, contudo, não impediram o atacante de prosseguir com as tentativas de mover os ativos.

Segundo Thorn, os analistas rastrearam as trocas até um novo endereço de Ethereum e compartilharam essa informação com autoridades e empresas de cripto, mantendo uma trilha útil mesmo após as transferências cross-chain.

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A leitura de Alex Thorn

Thorn destacou que ainda não está claro se o atacante tentará ofuscar ainda mais a origem dos fundos ou se pretende enviá-los diretamente para uma corretora, o que mantém os investigadores atentos ao uso do novo endereço identificado na Ethereum. A questão ganha relevância agora que os endereços originais deixam de estar totalmente inativos.

Mesmo após as conversões via THORChain, os analistas conseguiram identificar o destino na rede Ethereum, mostrando que, neste caso, o salto entre blockchains não foi suficiente para romper de imediato a trilha pública das transações.

A divulgação feita por Thorn também oferece a corretoras e equipes de compliance mais um endereço a ser monitorado em relação aos fundos roubados.

A Galaxy Research já havia ligado o exploit da Coldcard ao desvio de pelo menos 1.789 Bitcoins retirados de 8.865 endereços, avaliados em cerca de US$ 114,7 milhões à época do roubo. Em atualização de 25 de agosto, a empresa apurou que 1.561 Bitcoins, ou 87,3% das perdas atribuídas ao ataque, continuavam sem gasto algum.

Atividades anteriores ligadas ao caso Coldcard já haviam alcançado ferramentas de privacidade. Em agosto, a CertiK reportou que 64 Bitcoins e 200 Ether foram enviados para mixers, incluindo o Tornado Cash. Em 28 de agosto, pesquisadores observaram ainda os atacantes esvaziarem uma carteira de teste deliberadamente fragilizada, indicando que a operação seguia ativa antes da mais recente movimentação.

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Murtuza Merchant

Murtuza é um jornalista financeiro experiente, com ampla atuação na cobertura de criptomoedas e tecnologia blockchain. Ele já contribuiu para a Benzinga e a Cointelegraph, entre outras publicações, reportando sobre tendências emergentes, o cenário regulatório e muito mais. Você pode encontrá-lo em @murtuza_merc no Twitter e mmerchant001 no Telegram. Divulgação: Murtuza possui ATOM, AKT, TIA, INJ e OSMO.

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