Vários funcionários da plataforma de negociação de criptomoedas Axiom teriam usado acesso privilegiado a dados internos de clientes para rastrear private wallet activity e negociar com essas informações, segundo uma investigação publicada pelo analista on-chain ZachXBT.
As findings afirmam que a má conduta remonta ao início de 2025 e envolveu o uso de ferramentas internas de suporte e análise que expunham informações sensíveis de usuários, incluindo endereços de carteiras vinculadas, históricos de transações e identificadores de contas.
Acesso ao painel interno teria sido usado para rastrear carteiras privadas
O relatório identifica Broox Bauer, um sênior de desenvolvimento de negócios baseado em Nova York, como um dos indivíduos que teriam realizado consultas de carteiras usando sistemas internos.
Em conversas gravadas citadas na investigação, Bauer é ouvido descrevendo como podia identificar qualquer usuário por meio de códigos de indicação, endereços de carteira ou IDs de conta e compilar listas de carteiras para fins de negociação.
Capturas de tela compartilhadas em conversas privadas e analisadas como parte da apuração supostamente mostram painéis internos exibindo dados de carteiras privadas de traders específicos em abril e agosto de 2025.
A investigação também alega que as informações foram organizadas em planilhas externas mapeando carteiras pertencentes a formadores de opinião e traders de alto volume.
Diversas pessoas cujos dados de carteiras apareceram no material vazado confirmaram de forma independente a exatidão das informações atribuídas a elas, de acordo com o relatório.
Outros funcionários citados no suposto esquema
As gravações mencionadas na investigação também citam outros funcionários da Axiom.
Bauer teria afirmado que outro funcionário da área de desenvolvimento de negócios já havia feito consultas de usuários para terceiros e discutiu ampliar o acesso de um moderador recém-contratado para que buscas semelhantes pudessem ser realizadas.
Em uma ligação de fevereiro de 2026, Bauer descreveu um plano para ajudar o moderador a gerar cerca de US$ 200.000 explorando o acesso interno, segundo o relatório.
Mensagens citadas na investigação também incluíam capturas de tela de saldos na corretora que foram apresentadas como evidência de lucros anteriores.
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Devido ao volume de transações ligadas às carteiras relacionadas, a investigação afirmou não ser possível isolar exemplos, com alto grau de confiança, de operações internas individuais sem acesso aos logs de negociação internos da Axiom.
Falta de controles de acesso em destaque
ZachXBT disse ter sido contratado para conduzir uma revisão independente após receber relatos de má conduta e concluiu que a plataforma tinha monitoramento mínimo ou controles de permissão sobre dados internos sensíveis.
O escopo de informações disponível por meio do painel, incluindo listas completas de carteiras, registros de horário, endereços monitorados e contas vinculadas, foi descrito como incomum para funcionários em funções de desenvolvimento de negócios.
O investigador observou que a presença de um funcionário baseado em Nova York pode colocar o caso sob jurisdição da Procuradoria do Distrito Sul de Nova York, caso as autoridades decidam levar o caso adiante.
Axiom diz que acesso foi revogado e investigação continua
Em comunicado divulgado em resposta às alegações, a Axiom afirmou que já havia removido o acesso às ferramentas internas relevantes e que sua investigação continua.
“Estamos surpresos e desapontados em saber que alguém da nossa equipe abusou de ferramentas internas de suporte ao cliente para consultar carteiras de usuários”, disse a empresa. “Removemos o acesso a essas ferramentas e continuaremos investigando e responsabilizando as partes envolvidas.”
A corretora acrescentou que a conduta “não nos representa como equipe” e afirmou que fornecerá novas atualizações em seus canais oficiais de comunicação.
Plataforma em rápido crescimento sob escrutínio
A Axiom, fundada em 2024 por Mist e Cal e apoiada pela turma de inverno de 2025 da Y Combinator, tornou-se rapidamente uma das plataformas de negociação mais lucrativas do setor, reportando mais de US$ 390 milhões em receita acumulada.
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