A história sugere que a sequência de seis dias de saídas dos ETFs de Bitcoin (BTC) à vista dos EUA pode marcar uma janela de compra, e não um alerta.
Santiment interpreta saídas dos ETFs
A empresa de análise Santiment afirma que os resgates recentes devem ser vistos como um sinal contrário, não como sinal de estresse. A empresa argumentou que os fluxos dos ETFs acompanham muito mais a convicção do varejo do que o posicionamento institucional.
Essa distinção é importante. Como o dinheiro de varejo tende a perseguir o preço, grandes saídas costumam aparecer quando o medo atinge o pico, enquanto fortes entradas tendem a se concentrar perto dos topos.
A Santiment apontou um padrão consistente em ciclos recentes.
Grandes picos de entrada historicamente ocorreram perto de topos locais de preço, e períodos de saída coincidiram com oportunidades de compra. A empresa disse que a sequência atual se encaixa nesse padrão, com investidores de varejo reduzindo exposição depois que o Bitcoin não conseguiu se manter acima de US$ 80.000 em maio.
Os ETFs de Bitcoin à vista registraram saídas líquidas em todas as seis sessões de negociação de 15 a 22 de maio. Os 11 fundos acompanhados perderam um total de US$ 1,26 bilhão em cinco desses dias, segundo dados da Farside.
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Medo do varejo, não saída institucional
O Bitcoin era negociado perto de US$ 75.400 quando a Santiment publicou seu relatório na sexta-feira. A empresa descreveu o clima atual como o maior medo de mercado em mais de 3,5 meses, e enquadrou esse medo como um reajuste conhecido, não como motivo de pânico.
O analista de ETFs James Seyffart apresentou outro argumento otimista. Em um podcast apresentado por Michael van de Poppe, Seyffart observou que os influxos acumulados desde o lançamento dos produtos agora estão perto de US$ 60 bilhões, próximos do recorde.
Ele disse que a maior parte dos US$ 9 bilhões em saídas registradas entre outubro e fevereiro já foi recuperada e que espera que a marca histórica de entradas seja superada em breve.
As duas visões convergem para o mesmo ponto.
Capitulação sustentada do varejo por meio dos ETFs, em ciclos passados, coincidiu com zonas de acumulação para holders de longo prazo, e não com o início de quedas mais profundas.
O padrão não é garantia. A própria análise da Santiment deixa espaço para novas quedas se o Bitcoin perder suportes importantes, lembrando que sinais contrários mudam rápido quando os preços rompem.
O caminho do Bitcoin até essa sequência foi turbulento. O ativo chegou a uma máxima próxima de US$ 79.050 em 16 de maio antes de recuar, e passou boa parte do mês consolidando abaixo do nível de US$ 80.000 que os compradores de varejo queriam ver rompido. Essa tentativa fracassada, mais do que qualquer dado isolado dos ETFs, preparou o terreno para a impaciência descrita agora pela Santiment.
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