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CZ diz que teve um papel pequeno no reconhecimento do valor do Bitcoin pelos Emirados Árabes Unidos

CZ diz que teve um papel pequeno no reconhecimento do valor do Bitcoin pelos Emirados Árabes Unidos

Changpeng Zhao, fundador e ex-diretor executivo da Binance, reconheceu ter desempenhado o que chamou de papel pequeno no reconhecimento formal, pelos Emirados Árabes Unidos, do Bitcoin (BTC) como uma reserva de valor comparável ao ouro — um movimento que coroa anos de crescente exposição nacional, agora ultrapassando US$ 1 bilhão em operações de mineração e participações em ETFs soberanos.

O que aconteceu: EAU reconhecem o BTC

“Eu posso ter feito um pouquinho de advocacy por isso”, Zhao disse em uma postagem nas redes sociais, respondendo a reportagens de que os Emirados Árabes Unidos classificaram formalmente o Bitcoin como uma reserva de valor semelhante ao ouro.

CZ mudou-se para Dubai em 2021. Sua presença no emirado e os vínculos com figuras proeminentes na região coincidiram com uma expansão significativa da atividade de criptomoedas no país.

A acumulação de Bitcoin pelos EAU seguiu dois caminhos distintos. A família real de Abu Dhabi entrou na mineração de Bitcoin em 2022 por meio de sua empresa afiliada, Citadel Mining, estabelecendo operações em larga escala na Ilha Al Reem que já produziram um valor estimado de US$ 453,6 milhões em BTC, de acordo com a plataforma de análise on-chain Arkham.

Dados on-chain mostram que a entidade manteve a maior parte do Bitcoin minerado, com a última saída registrada ocorrendo há quatro meses.

A família real acumula agora aproximadamente US$ 344 milhões em lucro com suas participações em Bitcoin, excluindo os custos de energia.

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Por que isso importa: Reservas soberanas de BTC

O compromisso dos EAU com o Bitcoin vai muito além da mineração. Duas entidades soberanas de Abu Dhabi — Mubadala Investment Company e Al Warda Investments — acumularam mais de US$ 1 bilhão em participações combinadas no iShares Bitcoin Trust (IBIT), da BlackRock.

Declarações 13F separadas à Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) mostraram que, até o fim do ano passado, a Mubadala detinha mais de 12,7 milhões de ações do IBIT, avaliadas em US$ 631 milhões, enquanto a Al Warda possuía pelo menos 8,21 milhões de ações, no valor de US$ 408 milhões. Embora o valor dessas posições em ETF tenha caído junto com o preço do Bitcoin, a exposição total dos EAU permanece acima de US$ 1 bilhão.

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