Franklin Templeton protocolou dois fundos negociados em bolsa que direcionariam dividendos de ações para Bitcoin (BTC), com ambos previstos para estrear já em 1º de setembro.
Pontos-chave:
- A Franklin Templeton registrou dois ETFs no estilo DRIP que direcionam dividendos de ações para Bitcoin.
- Os fundos acompanham um índice da VettaFi que começa com 95% em ações e 5% em Bitcoin, com limite de 20%.
- Ambos os produtos podem entrar em vigor já em 1º de setembro de 2026, segundo o registro.
Registro de Bitcoin da Franklin Templeton
A gestora submeteu a documentação na quinta-feira à Securities and Exchange Commission. O registro cria dois fundos: o Franklin US Equity Bitcoin DRIP Index ETF e o Franklin US Innovation Bitcoin DRIP Index ETF.
Ambos se baseiam em um plano de reinvestimento de dividendos, origem do nome DRIP. Os fundos manteriam pelo menos 80% dos ativos líquidos em seu índice-alvo, além de uma exposição complementar equivalente em Bitcoin. Cada um poderia entrar em vigor cerca de 75 dias após a submissão, já em 1º de setembro.
Essa exposição ao Bitcoin viria por meio de produtos negociados em bolsa, futuros, opções ou recibos depositários, incluindo ETPs de bitcoin patrocinados por afiliadas da Franklin. Parte disso poderia ficar dentro de uma subsidiária integral nas Ilhas Cayman.
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Mecânica do índice da VettaFi
O fundo de ações acompanharia o VettaFi US Large-Cap 500 Bitcoin DRIP Index, formado pelas 500 maiores empresas dos EUA e suas ações ordinárias e REITs. A versão de inovação seguiria uma variante relacionada, ponderada para empresas mais novas. Cada índice começa com 95% em ações e 5% em Bitcoin.
Rebalanceamentos trimestrais reduziriam o Bitcoin de volta para perto de 4,5% quando ele ultrapassasse 5%, com um teto de 20% entre os ajustes para manter o token como uma posição secundária.
Investida cripto da Franklin
Uma análise observou que o desenho permite que investidores tradicionais obtenham exposição ao Bitcoin sem vender suas ações. Em 30 de abr., o índice de ações detinha cerca de 498 valores mobiliários, com valores de mercado entre US$7,5 bilhões e US$4,9 trilhões.
A iniciativa amplia um esforço mais amplo em cripto na empresa. Seu ETF spot de Bitcoin, EZBC, acompanhava cerca de US$358,9 milhões em ativos líquidos e cerca de US$329,6 milhões em entradas acumuladas, mostram dados recentes. A Franklin também fez parceria com a Payward, controladora da corretora Kraken, em maio, e integrou seu fundo tokenizado BENJI ao MoonPay Trade neste mês.
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