Adam Back, o criptógrafo por trás do Hashcash, desmontou o novo documentário Finding Satoshi, chamando de pouco confiáveis suas alegações centrais sobre os padrões de mineração de Bitcoin (BTC) e as posses do criador.
Padrão Patoshi contestado
Em uma publicação detalhada no X, Back rejeitou a dependência do documentário no chamado padrão Patoshi, um estudo estatístico de carimbos de tempo de blocos iniciais usado para estimar que Satoshi minerou entre 500.000 e 1 milhão de Bitcoin.
Back escreveu que de 60% a 80% do hashrate da rede no primeiro ano pertencia a outros mineradores, deixando o padrão perdido no ruído.
Ele também desmontou o argumento central do filme de que Satoshi nunca vendeu uma única moeda. Se Satoshi vendeu, argumentou Back, essas vendas provavelmente vieram de moedas posteriores, mais ambíguas, em que a atribuição se torna impossível.
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Cresce a reação contra o documentário
Back também apontou uma contradição na linha do tempo. O filme cita Hal Finney e Len Sassaman como co-criadores, mas Sassaman não tinha habilidades em C++ e nunca teve um computador com Windows, ambos necessários para escrever o código original do Bitcoin.
Outros observadores ecoaram o ceticismo de Back, observando que o documentário, produzido ao longo de quatro anos por William D. Cohan e Tyler Maroney, ignorou evidências que desqualificavam seus suspeitos anteriores.
O novo escrutínio é importante porque o criador pseudônimo do Bitcoin controla cerca de 1,1 milhão de moedas, mais de 5% da oferta total.
O filme Finding Satoshi, lançado em 22 de abril, segue uma investigação de 8 de abril do New York Times investigation by Pulitzer winner John Carreyrou que apontou o próprio Back como o candidato mais forte, alegação que ele negou na época e contra a qual vem se posicionando desde então.
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